Investigações revelaram que quadrilha usava o contrabando para esconder drogas vindas da fronteira

Comprimidos de maconha e veículos foram apreendidos na operação (Imagem: Divulgação | PCMS)

A investigação da Operação Atridas, conduzida pelo DENAR (delegacia especializada na repressão ao tráfico de drogas), revelou detalhes de um sofisticado dispositivo mantido por uma quadrilha de tráfico interestadual de drogas em Campo Grande. O grupo utilizou um esquema conhecido como “casa de bombas”, uma residência alugada sazonalmente que servia como depósito rotativo para grandes remessas de drogas provenientes da fronteira com o Paraguai.

A Operação Atridas, liderada por Campo Grande Denar, desmantelou uma rede de tráfico interestadual que usava “casas antibombas” como depósito rotativo de narcóticos do Paraguai. Quatro pessoas foram presas e a polícia apreendeu 155,8 kg de maconha, cocaína, uma pistola Glock e duas picapes roubadas. Três arguidos foram condenados à prisão preventiva e um foi colocado em prisão domiciliária por causa de um filho recém-nascido.

Durante a ação, a polícia prendeu quatro pessoas: Tiago Teixeira Farias, 33; Lucas Teixeira Farias, 29 anos; Beatriz Bianca Correa Costa, 20 anos; e Fabiana Fátima Costa, 40 anos. A polícia acompanhava a movimentação dos suspeitos desde o início do ano, quando encontrou os primeiros depósitos do grupo.

O grupo, em conjunto com a Polícia Civil de Goas, foi alvo da Operação Asfixia II, que também atingiu Clarice García Velasco Rodríguez, porém, ela não está incluída na lei da “casa de bombas”. O grupo foi alvo de um mandado de prisão e busca em aberto durante uma operação na zona sul de Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (28).

Dinheiro apreendido do grupo (Imagem: Divulgação | PCMS)

Logística rotativa

Segundo registros policiais, em janeiro deste ano, Denner já havia detonado uma dessas “casas-bomba” na Rua Aviv Posim, localizada no bairro residencial Betaville. Na ocasião, os agentes apreenderam duas toneladas (2.033 kg) de maconha, além de uma picape Mitsubishi L200 Triton clonada que já estava carregada para distribuição.

Para evitar novos incidentes e não chamar a atenção dos vizinhos, a organização criminosa mudou de rota e passou a tomar imóveis na região da Villa Morombi e Jardim Itamaraca. Na última quinta-feira (28), a Polícia Civil fechou no novo endereço.

Na atual fase, na Rua Clodomiro Oliveira Bastos, foram apreendidos mais 147 tabletes de maconha, além de um total de 155,8 quilos de droga, porções de cocaína, balanças precisas e cadernos com registros de tráfico. No local, a equipe também encontrou uma pistola Glock calibre .380, 47 cartuchos carregados e escondidos sob um fundo falso, e uma caminhonete Toyota Hilux SW4 roubada no Rio de Janeiro e com placas clonadas.

A polícia indiciou a quadrilha por tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e adulteração de placas de identificação de veículos. Em audiência de custódia realizada na comarca de Campo Grande, o tribunal analisou a situação dos detentos. A Justiça autorizou a prisão de Fabiana, Lucas e Tiago e converteu a prisão em prisão preventiva para garantir a ordem pública.

O magistrado levou em consideração a gravidade específica do caso e os antecedentes dos acusados. Durante o ato, Tiago alegou informalmente ter violado direitos e recebido ameaças dos agentes durante a abordagem, denúncia que foi encaminhada para investigação específica pelo GASEP (Grupo de Atuação Especial para Controle Externo das Atividades Policiais).

Já Beatriz recebeu medidas preventivas substituídas por prisão domiciliária depois de comprovar uma condição especial de apoio que exigia a observação de um filho recém-nascido, medida prevista por motivos humanitários com aplicação de medidas cautelares. O caso ainda tramita na Justiça de Mato Grosso do Sul.

Armas e munições apreendidas durante busca (Foto: Prakash | PCMS)

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