Moradores da Rua María Ribeiro de Assumpão dizem que enfrentam anos de isolamento, lama e buracos.

Moradores do bairro Campo Grande Tijuca enfrentam isolamento após a chuva devido às condições precárias da Rua María Ribeiro de Assumpão. A designer Eliani Martins, 41, relatou que a estrada ficou intransitável mesmo com chuva fraca, bloqueando a circulação de carros e motos. Em dias secos, buracos e buracos agravam o problema. Moradora há cinco anos, ela nunca viu melhora e pede medidas urgentes.

A chuva que atingiu vários bairros de Campo Grande nesta sexta-feira (29) expôs mais uma vez antigos problemas de infraestrutura do bairro da Tijuca. Na Rua Maria Ribeiro de Assumpção, moradores relatam dificuldade de locomoção sempre que chove, mesmo quando a quantidade de água não é considerada intensa.

A nail designer Eliani Martins, 41, disse que a situação é recorrente e o trecho fica praticamente intransitável após as chuvas. “Quando chove não posso sair de casa. Aqui não choveu muito, choveu um pouco ontem e já fez esse estrago. Depois da chuva não vem nada, nem carro, nem Uber, nem moto. Estamos isolados”, disse.

Segundo ele, ele gravou as fotos ontem. “Gravei quando estava voltando com as crianças. A gente fica nessa situação toda vez que chove”, disse.

Embora não more diretamente na rua, Eliani explica que mora em um beco sem saída que tem a Rua María Ribeiro de Assumpão como único acesso ao restante do bairro. “Moro numa rua sem saída. Esta é a estrada principal que usamos para tudo. Não temos outro caminho a não ser este”, disse.

Segundo os moradores, os problemas não se limitam às monções. Nos dias de seca, as estradas acumulam areia, buracos e buracos, que se transformam em grandes buracos e poças quando chove. “No dia a dia é cheio de buracos, buracos e areia. Essa condição muda quando chove. Há buracos mais à frente. Carros já ficaram presos aqui diversas vezes”, disse.

Ele relata que muitas vezes os motoristas de aplicativos cancelam as corridas ao detectar endereços, situação que afeta a rotina dos moradores. “Chega um dia chuvoso e os Ubers cancelam porque já sabem o trajeto. A gente fica isolado”, diz

Segundo Eliani, o problema é antigo. Morando na região há cinco anos, ele disse que nunca viu melhorias significativas ali e solicitou pelo menos medidas paliativas para eliminar o incômodo. “Desde que cheguei aqui está assim. Já estamos passando por isso há muito tempo. Pelo menos eles podem atirar pedras ou fazer alguma coisa para acabar com esse sofrimento”, reclamou.

Este caso foi sugerido por um leitor que enviou uma mensagem pelo canal Direto da estrada.

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