Famílias, idosos e crianças participaram da corrida que aconteceu na tarde deste sábado (23).
A altura da Avenida Afonso Peña, ponto turístico da capital, virou ponto de encontro de atletas, famílias e amantes do esporte durante a 4ª edição da Corrida Unimed Campo Grande, realizada na tarde deste sábado (23) no Parque dos Poderes. A competição reuniu cerca de 2 mil participantes em corridas infantis, além de caminhadas e corridas de 5, 10 e 15 quilômetros com foco na saúde, na integração e no incentivo à prática esportiva.
A 4ª edição da Corrida Unimed Campo Grande reuniu cerca de 2 mil participantes no Parque dos Poderes, trilhas para caminhada e corridas de 5, 10 e 15 quilômetros, além de uma corrida infantil. O evento contou com a incrível participação e histórias de superação do cantor de Ferrero, como a aposentada Maria Lúcia, 70 anos, que começou a praticar esporte após complicações de diabetes.
Poucas horas antes, o movimento começou na Vila Morena, local antes conhecido como Cidad do Natal. Os corredores aquecem, alongam e registram em família enquanto as equipes organizam a estrutura da corrida. Entre crianças, idosos e atletas veteranos, o clima era fraterno.
A médica Meire do Rosário Barbosa, 45 anos, acompanhou todas as edições da prova e este ano levou os filhos Laura, 9, e Lucas, 5, para participarem do programa infantil. Segundo ele, o contato com o exame mudou sua rotina.
“Comecei no esporte depois da primeira prova da Unimed. Há dois anos comecei uma consultoria de corrida e hoje faz parte da minha vida”, disse. Notícias de Campo Grande.
Os médicos disseram que a participação das crianças no evento representou mais do que atividade física. “Eles estão sempre aqui para apoiar e é um prazer trazê-los. É importante para eles vivenciarem esse momento da corrida porque é contagiante. Além de praticarem atividade física, eles desenvolvem o amor pelo esporte e entendem essa convivência familiar. Esporte também é isso, união”, disse.
Laura disse que começou por inspiração da mãe, mas hoje participa porque gosta. Além de correr, ela também faz ginástica. Já Lucas prefere futebol e vôlei. O pai acompanhou a família durante todo o evento e foi responsável pelo apoio nos bastidores.
Entre os participantes da marcha estava a aposentada Maria Lúcia Isidoro, de 70 anos. Ele participou pela primeira vez da atividade, que foi realizada pelo filho, que geralmente o incentivava a experimentar diversos programas. Há quatro anos, Maria Lúcia começou a praticar natação e musculação por orientação médica, após passar por complicações causadas pelo diabetes.
“Estava perdendo a visão. O que perdi não voltou, mas parou. Se eu não tivesse começado a me exercitar, acho que não estaria aqui hoje”, relatou.
O aposentado disse que a prática esportiva mudou sua qualidade de vida e até ajudou na saúde mental. “É essencial para os ossos, músculos e principalmente para a mente. Tenho amigos da minha idade com Alzheimer. Você vê a diferença nas pessoas que fazem atividade física”, comenta.
Bem humorada, Maria Lúcia ainda brincou com o programa após o passeio. “Agora vou fazer um lanche. E ele vai pagar”, disse, apontando para o filho.
A aposentada Ana Alves Ribeiro, de 60 anos, também optou por caminhar e destacar o clima criado pelos acontecimentos de rua. Segundo ele, o esporte trouxe mudanças na autoestima, na disposição e até no humor.
“Gosto de interação, massagem, ambiente de corrida e caminhada. Hoje estava vindo com um amigo, mas ele pegou gripe e eu vim sozinho. Sou muito determinado, adoro minha companhia”, disse.
Anna conta que começou a ver a atividade física como parte essencial de sua rotina. “Mudou cem por cento a minha vida. Melhorou a autoestima, o caráter, a qualidade de vida e o humor. A atividade física é qualidade de vida e incentiva os outros também”, declarou.
A prova contou com a participação surpresa do vocalista campograndense de Ferrero, vocalista da banda NX Zero. O artista disputou uma corrida de cinco quilômetros e falou sobre sua ligação emocional com Campo Grande antes da largada.
“Procuro sempre me cuidar porque meu trabalho também é físico. Não me preparei como fiz para correr hoje, mas cinco quilômetros me fazem bem”, comentou.
Dee aponta a diferença entre correr na esteira e encarar o percurso nas ruas da capital. “É difícil na estrada, mas eu adoro. E tem uma energia especial estar aqui na minha terra natal. Você pega a energia das pessoas, todo mundo está animado para correr, e isso me emociona também”, disse.
O médico Pedro Ricardo Dias, presidente do conselho de administração da UniMed Campo Grande, disse que o evento nasceu do movimento de “mudança de hábito” e foi crescendo ao longo dos anos até ser integrado ao calendário esportivo da capital.
“Quando começamos ainda percebemos o quanto poderíamos abraçar. Hoje vemos a aceitação das pessoas e atingimos um nível inegável de maturidade para o evento”, disse.
Segundo ele, a organização já iniciou os preparativos para a edição do próximo ano. “Terminamos esta prova e já começamos a planejar a próxima. A preparação interna é feita ao longo do ano”, explicou.
Pedro disse Notícias de Campo Grande A nação quer incentivar a população a abandonar o sedentarismo através de um exercício acessível.
“Cada um pode correr dentro dos seus limites. Todas as faixas etárias participam desses eventos. O movimento ajuda as pessoas a sair da estagnação e contribui para a saúde física, a longevidade e a qualidade de vida”, concluiu.
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