O A morte de Ernestina Pais, Aos 54 anos, ele chocou o mundo do entretenimento. Em meio à tristeza da partida, ele recuperou as forças uma das entrevistas mais aprofundadas que ele deu há apenas quatro mesesenquanto ele falava sem filtros sobre sua batalha contra o alcoolismo, o processo de recuperação pelo qual passou e as lições que aprendeu ao pedir ajuda.
Em fevereiro deste ano, durante entrevista com Exército da Manhã (Bondi Live), lembra o apresentador o momento mais sombrio de sua vida e admitiu como é viver com o vício.
Qual foi o momento mais difícil da sua vida?
Com a voz entrecortada, Ernestine explicou que o álcool era apenas o resultado de uma dor muito mais profunda.
“Bebi até chorar, tudo que queria era desaparecer. Tudo começou quando eu era menina, a partir das ferramentas emocionais de não conseguir enfrentar minha dor.”ele expressou.
Ele então refletiu sobre o que ele achava que caracterizava uma pessoa viciada.
“O que um viciado tem? A incapacidade de sobreviver à decepção. A decepção toma conta de você porque você não tem as ferramentas. Acredito que desde criança não tive as ferramentas para lidar com a dor.”
A motorista lembrou ainda que a verdadeira mudança começou quando aceitou procurar ajuda e ir a um centro especializado.
Ele passou por tratamento por cerca de um ano e meio, que incluiu terapia individual, de grupo e de relacionamento. “Foi um ótimo lugar para eu estar no hospital. Fiz terapia individual, em grupo e de vínculo. No vínculo, comecei a rastrear muitas coisas que não sabia que existiam”, ele contou.
Um dos momentos mais emocionantes da entrevista foi quando ela falou sobre o filho e o medo que sentia sobre o efeito que vê-la passar por isso teria sobre ele.
“A única vez que senti que poderia ter vergonha foi do meu filho, porque a internação da mãe dele me pareceu muito. Naquela época, graças aos terapeutas, também soube que conseguiria ensiná-lo que ele conseguia sair do chão.”
“A pandemia foi o gatilho”
Numa outra entrevista que concedeu anteriormente a Angel de Brito, Ernestina explicou que o seu problema de consumo se agravou durante a pandemia.
“Antes, trabalhei 25 anos com gastronomia e nunca tive problemas com álcool. Mas a pandemia foi o motivo.”ele garantiu.
Segundo ela, diversas situações pessoais se acumularam nesse período, o que acabou sobrecarregando-a.
“Surgiram todas as coisas que eu não tinha resolvido na minha vida, a morte do meu companheiro e as dívidas por conta do fechamento. Tudo explodiu.”ele se lembrou.
Ela também relatou que permaneceu completamente isolada do mundo exterior durante os primeiros meses de tratamento.
“Nos primeiros dois meses e meio fiquei sem celular, sem computador. Precisei me desconectar para combater a ansiedade. ele explicou.
A mensagem que ele deixou sobre a importância de pedir ajuda
Já recuperada, Ernestina optou por transformar sua experiência em uma mensagem para quem passa por situação semelhante.
Na publicação que partilhou nas suas redes sociais registou reflexões que hoje, ao saber da sua morte, ganham um significado especial.
“Sempre se diz que só existem três finais para um viciado: prisão, hospital psiquiátrico ou morte. Acredito firmemente no quarto final: não ter vergonha, pedir ajuda e cura”.escreveu
Ela então agradeceu sinceramente àqueles que a apoiaram durante sua recuperação.
“Obrigado à minha família, obrigado aos meus amigos, obrigado a todos que me contaram a verdade, obrigado a quem cuidou de mim, obrigado aos meus maravilhosos colegas do hospital e à melhor equipe do mundo. ele concluiu.
Com estas palavras, Ernestina Paisa deixou uma das mensagens mais valiosas da sua história pessoal: mostrar que pedir ajuda pode ser o primeiro passo para recomeçar.






