Os contratos foram assinados entre 2022 e este ano e totalizam R$ 22,1 milhões; Com o mais recente Nova Alvorada
Pelo menos 12 prefeituras de Mato Grosso do Sul adquiriram gratuitamente livros educativos da Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços, também chamada Editora Avante. Entre eles, os contratos entre 2022 e este ano totalizam R$ 22.179.312,80. O mais recente foi assinado com a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul, no valor de R$ 256,2 mil, assinado em maio.
Pelo menos 12 prefeituras de Mato Grosso do Sul contrataram a Editora Avante no valor total de R$ 22,1 milhões entre 2022 e 2025 para aquisição de livros didáticos, sem licitação. A empresa é alvo da Operação Gutenberg, do Gaeco, que investiga fraudes em compras públicas avaliadas em R$ 27 milhões. Foram cumpridos 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão em cidades de MS, SP e GO.
A compra inclui materiais didáticos, coleções temáticas e kits educativos destinados aos alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino de Novo Horizonte do Sul, com o objetivo de apoiar práticas educativas interdisciplinares, fortalecer a formação cidadã, ampliar o repertório de leitura e desenvolver aulas, desenvolvimento social, desenvolvimento ambiental. Habilidades de enfrentamento preventivo e escolar.
A empresa é alvo da Operação Gutenberg, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga um grupo que dirige procedimentos de licitações públicas sem licitação para fraudar servidores públicos e adquirir livros didáticos. O valor recebido dos cofres públicos da organização criminosa, segundo o Gaeco, chegou a R$ 27 milhões.
Campo Grande também comprou publicações da editora, responsável por um projeto chamado Krak na Vida e um livro de mesmo nome. A ideia era intervir e treinar em escolas municipais de diversas cidades. Na capital, as atividades aconteceram em maio de 2024 e custaram R$ 3,2 milhões.
Matéria municipal divulgada na época no site da Prefeitura indica que o projeto atingirá 29 mil alunos do 6º ao 9º ano da REM (Rede Municipal de Ensino). Houve até lançamento com apresentação para coordenadores de 70 escolas municipais.
Na prática, os projetos instrucionais utilizam livros, materiais didáticos e ferramentas tecnológicas que facilitarão a identificação das habilidades e dos tipos de inteligência dos alunos. A pesquisa também mapeia o ambiente escolar e identifica ameaças como violência verbal e física. Com base nos dados coletados, a escola traçará ações de melhoria, desde medidas de prevenção ao uso de drogas, violência e bullying até a melhoria das relações sociais e interpessoais.
Mais cidades – Um negócio ainda maior é com a Prefeitura de Dourados, totalizando R$ 13 milhões. A primeira é de setembro de 2023, no valor de R$ 4,3 milhões. A outra, de julho de 2024, custou R$ 8,6 milhões.
A primeira compra foram quatro kits educativos paradidáticos para alunos e professores: coleção de cores, formas, letras, números e opostos, salva-vidas saudáveis, cada um do seu jeito e a menina que não quer comer. O segundo lote de livros inclui: No Mosquitoes Here!, Droga, o que é isso? Concentre-se nos perigos, O que é esse lixo?, Ter uma boca saudável e mais dois sobre obesidade infantil.
Outros convênios foram feitos com as Prefeituras de Bonito, São Gabriel do Oste e Miranda. No primeiro município, em dezembro de 2024, a editora foi indicada sem licitação para adquirir o livro por R$ 357.618,00. A aquisição de São Gabriel do Oeste ocorreu em abril de 2024, pelo preço de R$ 640,1 mil. Em Miranda, o custo foi de R$ 1 milhão.
A Evinhema assinou dois contratos com a editora em julho de 2022 no valor de R$ 874,1 mil, assim como a Sonora, que pagou à empresa R$ 302,2 mil entre novembro de 2024 e março de 2025. Anaurilândia assinou contrato no valor de R$ 207,6 mil em abril deste ano. em 2024 e Miranda e Deodápolis, que compraram os kits por R$ 1 milhão e R$ 474,8 mil respectivamente.
Em dezembro de 2025, Carapo pagou à gravadora R$ 589,3 mil e a Porto Murtinho, R$ 249,9 mil em contrato de agosto de 2023.
Por fim, há contratos com a Ladário entre dezembro de 2022 e agosto de 2024, num total de quatro por R$ 459,2 mil, R$ 350,2 mil, R$ 149,2 mil e R$ 249 mil, respectivamente. O valor é de R$ 1,2 milhão.
operação – Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dorados, São Gabriel do Oste, Carapo, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Além do esquema com os livros, o trabalho investiga a possível atuação dos servidores em um projeto relacionado a consultas, exames, cirurgias e controle de leitos na rede pública de saúde.
No Núcleo Campo Grande (Complexo Regulador Estadual), a equipe do Gecko permaneceu por cerca de duas horas e saiu com uma sacola contendo o material apreendido. O órgão é responsável por controlar o acesso dos pacientes do SUS a leitos, consultas, exames e procedimentos especiais.
Durante a operação, também foram apreendidos R$ 69.795 em dinheiro e R$ 907. Parte do dinheiro foi embalado em notas ainda lacradas pelo banco central.








