A pressão arterial do funcionário de 39 anos caiu antes de prestar depoimento e está na UPA
A Deacon (Delegacia especializada em repressão de crimes contra as relações de consumo) disse nesta quinta-feira (14) que um funcionário da Clínica Canela de Campo Grande foi preso, após a detecção de medicamentos vencidos armazenados irregularmente em um depósito da unidade. A ação faz parte de uma investigação sobre suspeita de venda casada e possíveis falhas no controle dos produtos utilizados no tratamento.
Um funcionário da Clínica Canela, em Campo Grande, foi preso depois que 1.294 frascos de medicamentos vencidos armazenados ilegalmente foram encontrados em um depósito da unidade Diácono. Segundo o representante Wilton Vilas-Bose, o funcionário tentou impedir a entrada dos agentes no local. A investigação, que também apurou vinculação de receitas e irregularidades, foi lançada após denúncia de um laboratório. A clínica nega irregularidades e continua funcionando.
Durante coletiva de imprensa, o deputado Wilton Vilas Bose informou que a equipe encontrou 1.294 frascos de remédios vencidos misturados a outros itens no depósito de uma clínica. Segundo ele, o funcionário de 39 anos responsável pelo local tentou impedir a entrada dos agentes no local.
“Ele bloqueou a visita com a informação falsa de que não haveria medicamentos, apenas os pertences pessoais do responsável pela clínica”, disse.
O representante explicou que a versão apresentada pelo funcionário durante a visita não foi confirmada. Ele disse que a área deveria ter uma separação clara entre produtos legítimos e itens destinados ao descarte.
“Esses produtos impróprios estavam vencidos e não havia segregação para descarte. Deveria haver identificação dos produtos para descarte”, disse.
Segundo Vilas Bose, o simples armazenamento de medicamentos vencidos é crime, independentemente do uso pelos pacientes. Ele disse que a investigação ainda busca confirmar o destino do produto encontrado.
“Não podemos comprovar neste momento se foram implementados. Mas simples depósitos irregulares já identificam o crime”, afirmou.
Conforme divulgado em entrevista coletiva, o funcionário foi detido em flagrante e encaminhado a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para atendimento médico. Ele não prestou declarações no local e é responsável pelo caso na medida de sua participação.
O representante disse que o responsável pela clínica não foi preso porque não esteve presente durante a fiscalização, mas que também será investigado.
“O responsável responderá pelo mesmo crime na medida da sua participação”, afirmou.
A investigação começou após denúncia de um laboratório fabricante de um medicamento, que identificou ausência de registros de compra da clínica em seu sistema. Segundo a polícia, essa discrepância motivou uma investigação sobre a possível origem irregular dos produtos.
“Este laboratório não identificou registro de compra. Isso levantou suspeitas de irregularidades na origem do medicamento”, disse.
Deacon também investiga suspeitas de irregularidades na publicidade e na prescrição do tratamento. O representante disse que a clínica terá um prazo para apresentação de documentos e prontuários dos pacientes.
“Daremos dez dias para a clínica saber quem serão esses pacientes e como aconteceu a prescrição”, disse.
A Clínica Canela continua funcionando e não fechou. As agências de supervisão devem conduzir processos administrativos paralelamente às investigações criminais.
entender – Os medicamentos estavam em uma sala separada na clínica da Rua Joaquim Murtinho. Segundo a polícia, a equipe disse que o espaço seria utilizado como depósito e também para guardar pertences dos funcionários.
Inicialmente foram encontrados 484 frascos de medicamentos vencidos mas, segundo a delegacia, a contagem oficial totalizava 1.294 unidades de medicamentos vencidos. A denúncia foi feita por um laboratório que fabrica medicamentos aprovados.
A operação foi realizada após denúncia enviada à Vigilância Sanitária do Procon, Vigilância Sanitária, Decon (delegacia especializada na repressão de crimes contra as relações de consumo) e CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul).
Em vídeo publicado e posteriormente excluído das redes sociais, Jonathan Canella negou irregularidades, contestou a explicação das denúncias e disse que a unidade já havia recebido outras visitas em vídeo publicado no mesmo ano e posteriormente excluído das redes sociais.
Em nota oficial, a área de comunicação da Clínica Canela afirma que coopera integralmente com os órgãos fiscalizadores e apresenta documentos, fichas técnicas e esclarecimentos durante o processo em andamento. A organização disse que respeita as ações das autoridades e que as decisões serão apressadas antes da análise final.
A clínica negou fabricar, manipular, rotular ou comercializar indevidamente o medicamento. Ele disse ainda que não condiciona a compra do produto ao atendimento ou à continuidade terapêutica e disse que o paciente pode comprar o medicamento em qualquer instituição.
Em relação aos itens vencidos encontrados no armazenamento, a empresa informou que iniciou uma investigação interna e está revisando os protocolos de armazenamento, verificação e descarte. A clínica disse que a presença desses materiais não indica uso em pacientes e disse que forneceria os registros às autoridades.







