Um grupo de militantes matou pelo menos 10 pessoas em um projeto de mineração de cobre e ouro na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, disseram autoridades nesta quinta-feira, no mais recente episódio de violência em uma região que enfrenta um movimento separatista armado.
Cerca de 40 militantes em motocicletas e outros veículos invadiram o local do projeto de mineração da empresa paquistanesa National Resources Private Limited (NRL), na área de Darigwan, no distrito de Chagai, na quarta-feira.
“O ataque deixou dez mortos, incluindo sete trabalhadores e três agentes de segurança”, disse à AFP um funcionário da administração local, sob condição de anonimato, uma vez que não estava autorizado a falar com os meios de comunicação.
“Há relatos não confirmados de que militantes também fizeram alguns funcionários como reféns”, acrescentou.
Um oficial da polícia local, também falando sob condição de anonimato, confirmou os detalhes do ataque à AFP.
A empresa reconheceu o ataque na noite de quarta-feira, dizendo que as forças de segurança responderam “prontamente e protegeram a área”.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade, mas grupos separatistas étnicos locais intensificaram os seus ataques na região nos últimos anos, incluindo em projectos mineiros.
Sendo a província mais pobre do Paquistão e a maior em extensão territorial, o Baluchistão fica atrás do resto do país em quase todos os índices, incluindo educação, emprego e desenvolvimento económico.
Os separatistas balúchis acusam o governo do Paquistão de explorar o gás natural e os abundantes recursos minerais da província sem beneficiar a população local.
O Exército de Libertação Balúchi (BLA), o grupo separatista armado mais activo da província, lançou em Fevereiro uma série de ataques coordenados em toda a região que mataram mais de 190 pessoas.
No passado, os separatistas mataram trabalhadores com base na sua etnia, tendo como alvo as etnias Punjabis e Sindhis e acusando-os de serem estranhos à província.
Na sua declaração, o NRL disse que 90 por cento da sua força de trabalho consistia em trabalhadores locais.
