A violência dos colonos israelenses na Cisjordânia ocupada atingiu níveis recordes, com uma média de seis ataques por dia causando vítimas ou danos materiais, informou a ONU na quinta-feira.
O número de tais ataques este ano ultrapassou 1.000, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, citando o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
“Na semana passada, os ataques aos colonos feriram mais de 30 palestinianos e causaram danos generalizados a propriedades, infra-estruturas centrais e meios de subsistência”, disse Dujarric.
“A taxa actual de ataques de colonos que causam vítimas ou danos materiais, em média seis por dia, é mais elevada do que em qualquer ano registado”, disse ele.
Ele disse que mais de 2.200 palestinos foram deslocados este ano pela violência dos colonos ou por restrições de acesso, enquanto centenas de outros foram deslocados pelas autoridades israelenses que demoliram suas casas.
Mais de 500 mil israelitas vivem na Cisjordânia (excluindo Jerusalém Oriental, que foi anexada por Israel), em colonatos que as Nações Unidas consideram ilegais ao abrigo do direito internacional.
Três milhões de palestinos também vivem lá.
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967.
A violência na Cisjordânia aumentou durante e após a guerra de Gaza, que foi desencadeada por um ataque sem precedentes a Israel pelo movimento islâmico palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023.






