A Al Jazeera rejeitou ontem as acusações israelenses de que um jornalista morto em Gaza um dia antes era um agente do Hamas, com familiares e colegas de luto pelo fotógrafo nos territórios palestinos.
A rede sediada no Qatar afirmou num comunicado que “condena as acusações infundadas feitas pelas forças de ocupação israelitas que procuram justificar crimes cometidos contra jornalistas e fotógrafos da Al Jazeera em Gaza, incluindo o recente assassinato do fotógrafo Ahmed Wisay”.
Os militares israelenses disseram em comunicado na noite de sábado que Vishah, que serviu como “atirador” do Hamas, foi morto em um “ataque de precisão” junto com outros dois militantes do Hamas.
Os militares israelenses não forneceram provas para apoiar as acusações.
“O incitamento israelense espalha implacavelmente acusações falsas e infundadas contra o pessoal da Al Jazeera”, disse a Al Jazeera em comunicado no domingo.
“Essas tentativas não enganarão ninguém”, acrescentou.
No sábado, a Al Jazeera informou que Vishal foi morto em um ataque aéreo israelense contra uma casa no campo de refugiados de Breji.
O irmão de Ahmed Wishah, Mohammed Wishah, também jornalista da Al Jazeera, foi morto em um bombardeio israelense em abril, disse na época a Qatar Broadcasting Corporation.
De acordo com o grupo de defesa dos direitos dos meios de comunicação Repórteres Sem Fronteiras, as forças israelitas mataram mais de 220 jornalistas desde o início da guerra em Gaza. Pelo menos 70 deles foram mortos no cumprimento do dever.








