GENEBRA (Reuters) – O surto de Ebola no Congo ainda não se estabilizou e continua crescendo, com os movimentos populacionais exacerbando a transmissão, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira.
Houve 1.561 casos confirmados e 506 mortes na República Democrática do Congo, o pior surto desde o Ébola na espécie rara Bundibugyo, para a qual não existe actualmente tratamento ou cura eficaz.
A Dra. Anne Ancia, representante da OMS no país, disse aos repórteres através de videoconferência de Bunia, o epicentro da epidemia: “Infelizmente, a epidemia ainda está em fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a epidemia está se estabilizando, mas, francamente, não podemos dizer isso ainda”.
Ela disse que persistem grandes desafios, como o facto de alguns centros de tratamento do Ébola estarem perto da capacidade máxima, com taxas de ocupação em torno de 90%.
Outra dificuldade, disse ela, é que os trabalhadores que adoecem na cidade mineira de Mongbwalu, em vez de procurarem tratamento local, viajam e espalham a doença para novas áreas.
“Os movimentos populacionais, a insegurança contínua e a fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, disse ela.





