Voltei a Cannes cerca de 15 vezes. Eu estava lá com o filme da Valérie Donzelli (Margarida e Julien 2015) Na competição e com filme de encerramento (2012) Teresa) de Claude Miller. Já tive filmes na Semana da Crítica e em Um Certo Olhar. Fui o Presidente do Júri que atribuiu a Câmara de Ouro (ao realizador vietnamita Pham Thien An). Dentro da casca do casulo amarelo) em 2023.
Mas o que mais se destaca é a minha primeira vez. Eu tinha 15 anos e estava em Cannes com um filme de Michael Haneke (Time de 2003). curdo). Eu era muito jovem, muito alegre. Eu realmente não entendia o ofício de um ator ou o estresse e a alegria de participar do Festival de Cinema de Cannes. Ainda me lembro de pessoas me dizendo: “Você não sabe se vai fazer outro filme, pode ser o fim da sua carreira. Então aproveite enquanto dura”.
Lembro-me do tapete vermelho. Eu era muito jovem. Não esperava que os fotógrafos gritassem tão alto. Quando a estrela do filme, Isabelle Huppert, se aproximou, ele simplesmente disse: “Isabelle! Isabelle! Isabelle!!!”
Depois a exibição no Grande Teatro. Naquele lendário cinema com tela grande. A apresentação teve a atmosfera de uma cerimônia religiosa. Mas por ser um filme de Haneke, também foi polêmico. Durante a exibição, as pessoas assobiavam e gritavam para a tela. Outros estavam aplaudindo. Foi incrível. Nunca experimentei uma exibição como esta antes ou depois.
Quando olho para trás e revisito a abertura do festival, considero-me muito sortudo por ainda estar envolvido neste negócio depois de 20 anos. E ainda vindo para Cannes. Porque não estamos em concorrência (com Beijo Elétrico) sem estresse extra e sem pressão extra. Apenas prazer extra.








