Toque de recolher em Toulouse para a Copa do Mundo de 2026: François Briançon condena uma “admissão de desamparo” de Jean-Luc Moudenc

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O líder dos socialistas em Haute-Garonne ataca a decisão de Jean-Luc Moudenc de estabelecer um toque de recolher para menores durante várias noites durante a Copa do Mundo. Ele considera a medida ineficaz e acusa o prefeito de preferir a restrição à organização de uma festa popular.

O toque de recolher estabelecido por Jean-Luc Moudenc durante a Copa do Mundo não esperou que entrasse em vigor para desencadear outra batalha política no Capitólio.

Já crítico desta medida, François Briançon, número 1 do PS em Haute-Garonne, volta à acusação após a apresentação oficial do sistema. Num comunicado de imprensa enviado a La Dépêche du Midi esta quinta-feira, o deputado socialista considera que o presidente da Câmara de Toulouse “castiga os jovens em vez de organizar o partido”.

Uma medida “incontrolável”

François Briançon questiona primeiro a eficácia do sistema. “O princípio é simples: os menores de 16 anos não poderão sair sozinhos à noite durante os jogos. A menos que estejam acompanhados de um amigo ou de um familiar adulto”, resume, antes de qualificar a medida como “incontrolável”.

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O eleito questiona as modalidades concretas dos controlos e acredita que o município procura um “bode expiatório” ao visar todos os jovens de Toulouse pelos danos cometidos por uma minoria. Para ele, esta decisão foi tomada às pressas e transformou “a celebração coletiva num acontecimento vergonhoso a ser escondido”.

A ausência de uma fan zone criticada

O vereador também pede desculpas pela ausência de fan zone desde o início da competição. “Toulouse será uma das raras excepções”, afirma François Briançon, que teria preferido salas monitorizadas onde os adeptos pudessem acompanhar os jogos juntos.

Embora condene a violência cometida após a vitória do PSG na Liga dos Campeões, o eleito acredita que o município deve priorizar a prevenção e a organização. “O toque de recolher é a solução para quem está sem ideias. Uma admissão de desamparo disfarçada de firmeza”, conclui.



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