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Bryan Bergougnoux nasceu, treinou e se expôs em Lyon, passou por Toulouse, depois assistente de Didier Digard em Le Havre, e morreu na sexta-feira, 29 de maio, aos 43 anos, poucas horas antes de participar de um evento beneficente na Cidade Rosa. No local, seus ex-companheiros ainda estão em estado de choque.

“Caiu como uma bomba. A pior parte é que alguns de nós estivemos com Bryan ontem à noite (quinta-feira) até esta manhã (ontem)”, Julien Cardy não consegue acreditar. Porque faltava muito pouco para o início do Torneio de Lendas, no final da tarde de ontem, que a triste notícia estourou e rapidamente se espalhou pela web. Vítima de diversas doenças poucas horas antes, a caminho deste evento beneficente na Cidade Rosa, o ex-futebolista Bryan Bergougnoux, tetracampeão francês pelo Olympique Lyonnais e passagem pelo TFC no final dos anos 2000, perdeu tragicamente a vida aos 43 anos.

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Para o “Team Despeyroux”, mais do que para qualquer outra coisa, porque é composto por muitos ex-companheiros de Bryan Bergougnoux, jogar futebol não era a prioridade. Pantxi Sirieix, uma delas, preferiu até ficar ao lado da cama da amiga no hospital. “É claro que não estamos com vontade de jogar. Agora é um evento que está organizado há quase um ano. Não havia como cancelar”, admite Cardy. “Todos nos reunimos e hoje vamos prestar-lhe uma bela homenagem”, garante Nabil Taïder, muito emocionado com o desaparecimento de um “homem muito valorizado, muito amoroso, honesto, sorridente e um muito bom jogador de futebol”.

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“Bryan era alguém que amava a vida”, continua Cardy. “Alguém que foi determinado, que passou por momentos difíceis na vida, que os superou, que também teve que ser ajudado para conseguir superar tudo isso. Era alguém que tinha o coração na manga, alguém a quem se podia pedir qualquer coisa.

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Bryan Bergougnoux (à esquerda), aqui no início do inverno de 2005 com Julien Cardy e Thibault Giresse.
DDM – NATHALIE SAINT-AFFRE

“Ele nunca deixou nada transparecer”

“É para transformá-lo em algo lindo, não é?” pergunta Jérémy Clément, vestindo sua camisa azul “Team (Claude) Dartois” nas costas. Fique tranquilo, dos ex-companheiros entrevistados, nenhum achou difícil dizer coisas ruins sobre Bryan Bergougnoux. “Recebi a notícia quando cheguei”, diz o jogador que treinou no Lyon, onde descobriu “um artista que não cabia nas caixas”. “É sempre um pouco brutal. Embora Bryan tenha tido muitas batalhas em sua vida privada (especialmente câncer de parótida diagnosticado em 2023, nota do editor), ele era uma pessoa muito generosa que colocava os outros antes de si mesmo”, cumprimenta.

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“Eu o vi há três semanas”, disse o ex-meio-campista do PSG e do Saint-Étienne. “Nos conhecemos há pouco tempo. Perguntei-lhe sobre novidades. Ele me disse que às vezes era um pouco difícil, que estava longe dos filhos que ficaram em Lyon. Eu penso neles. É difícil. Ele nunca mostrou nada, sempre dizia que as coisas estavam indo bem, que tudo estava indo bem”, disse Jérémy Clément.

Pierre Bouby, também treinado nas Olimpíadas e integrante da geração de 1983, não conteve as lágrimas quando a camisa roxa “Bergougnoux 10” foi agitada no ar durante o minuto de aplausos. Prova de que Bryan Bourgougnoux esteve mesmo presente, no final, e que a sua marca permanecerá para sempre.

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