Um barco Macuco Safari capotou no Rio Iguaçu em plena temporada de férias de inverno. Oito residentes foram resgatados da água, mas um jovem holandês morreu após sofrer uma parada cardíaca.
Em plena temporada de férias de inverno e com milhares de visitantes percorrendo a região, uma excursão turística terminou em tragédia no Parque Nacional do Iguaçu, no lado brasileiro. Um barco Macuco Safari virou perto do rio Iguaçu durante um passeio de rotina que aproxima as pessoas das cataratas, matando um jovem turista holandês de 26 anos.
Havia oito pessoas a bordo: seis turistas e dois tripulantes. A vítima fatal acompanhou a família da amiga – companheiro, sogros, cunhada e namorado – para uma curta estadia que começou na segunda-feira, 27, e retornou na quinta-feira, 30.
Como aconteceu o virar e o resgate no rio Iguaçu
Segundo informações da rede RCP (afiliada à TV O Globo) e da mídia local, o incidente aconteceu ao meio-dia desta terça-feira. Por motivos que ainda estão sendo apurados, o barco perdeu estabilidade e tombou no meio do rio, fazendo com que todos os passageiros e marinheiros caíssem imediatamente na água.
A equipe de resposta a emergências e o pessoal de resgate do parque agiram rapidamente para salvar as oito pessoas que estavam no barco, incluindo o piloto e o copiloto.
Assistência médica e situação dos sobreviventes
Segundo o boletim oficial do Corpo de Bombeiros, o homem de 26 anos estava com parada cardíaca e respiratória no momento do acidente. Após receber as primeiras manobras de reanimação da equipe do parque, foi transferido de barco para o porto seco de Kattamarama, onde uma ambulância o levou ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, onde foi finalmente confirmado o óbito.
Por outro lado, outro membro do grupo foi encaminhado ao mesmo centro de saúde para avaliação. Entretanto, quatro dos turistas – três mulheres e um homem – receberam cuidados primários no local devido a hematomas e choque e depois partiram com as suas famílias sem necessitarem de hospitalização. O piloto e o copiloto solicitaram atendimento no dique seco e foram avaliados pelos bombeiros antes de serem encaminhados ao Pronto Atendimento.
Investigação oficial da Marinha e da Polícia Civil
Após o incidente, membros da Marinha do Brasil foram ao setor para monitorar os esforços de socorro e iniciar as ações cabíveis. O capitão do rio Paraná confirmou o início de uma investigação formal para determinar “as circunstâncias, causas e responsabilidades em torno do incidente”.
Enquanto isso, policiais civis brasileiros estiveram no Parque Nacional na tarde de terça-feira para coletar provas e avaliar a área onde funciona a concessão de viagens marítimas.
O contexto do fluxo de água em uma cachoeira
O trágico acontecimento ocorreu no contexto da enchente do rio Iguaçu. Há poucos dias, as autoridades do Parque Nacional do Iguaçu (do lado argentino) foram obrigadas a fechar o acesso à trilha da Garganta do Diabo por precaução, devido ao forte aumento da energia hídrica.
Embora a travessia de pedestres do lado argentino tenha sido reaberta e reaberta ao público após a normalização dos parâmetros de segurança, as autoridades brasileiras ainda não confirmaram se o volume de água ou a corrente tiveram impacto direto no naufrágio do barco Macuco Safari.






