A mulher mais antiga da Grã-Bretanha, Maria Pearson, será libertada depois de um painel do Conselho de Liberdade Condicional concluir que ela já não representava um risco para a sociedade quase quatro décadas depois de ter matado o seu rival amoroso.
Pearson, agora com 70 anos, de Hartlepool, Co Durham, tinha 31 quando esfaqueou mortalmente Janet Newton, de 23 anos, em 1986, levando à prisão perpétua no ano seguinte. O juiz da época descreveu o assassinato como “brutal e cruel”.
Um resumo da decisão do conselho de liberdade condicional, divulgado na terça-feira, revelou que Pearson mantinha relações amigáveis com seu segundo marido no momento do assassinato, já que ela era casada com seu primeiro marido.
Seu medo de perder a casa e a custódia do filho se intensificou quando seu segundo parceiro namorou Newton e tentou anular o casamento. Pearson então rastreou os movimentos e a rotina da Sra. Newton, atacando-a fatalmente quando ela saiu de casa.
Durante o julgamento, Pearson tentou culpar o marido, mas foi rejeitado, com o juiz concluindo que ela era “intrusiva e ciumenta”.
A mãe de três filhos foi condenada a uma pena mínima de 12 anos de prisão, que cumpriu em Outubro de 1998. No entanto, permaneceu encarcerada desde então, cumprindo dois períodos numa prisão aberta antes de ser devolvida a uma instalação de segurança superior devido a preocupações sobre o seu comportamento.
Seu caso foi ouvido pelo Conselho de Liberdade Condicional dez vezes, com as audiências mais recentes em janeiro e maio.
A sua libertação estará sujeita a condições rigorosas, incluindo permanência em endereço fixo, toque de recolher com etiqueta eletrônica durante um ano e observação de restrições destinadas a impedir qualquer contato com a família da vítima.
Um resumo da decisão do painel dizia: “Collery concluiu em uma decisão cuidadosamente equilibrada que Pearson passou no teste para ser libertada. O painel ficou convencido de que a prisão não era mais necessária para a proteção do público e que ela representava apenas um risco mínimo de novas ofensas graves.”






