WASHINGTON (Reuters) – As autoridades de saúde dos EUA lançaram na sexta-feira sua resposta de mais alto nível ao surto de Ebola na República Democrática do Congo, ao mesmo tempo em que anunciaram o envio de um tratamento experimental para a região.
“A nossa avaliação é que o risco para os Estados Unidos continua baixo”, disse Satish Pillai, que lidera a resposta ao Ébola nos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).
Ainda assim, a principal agência de saúde pública do país anunciou uma resposta de Nível 1 – o nível mais elevado – tal como fez em 2014 para o pior surto de Ébola de sempre.
Funcionários do CDC disseram que o aumento do nível de resposta era uma “pista interna” de que o surto era a principal prioridade da agência.
“Mobilizaremos pessoal e recursos adicionais da forma mais eficiente e rápida possível”, acrescentou.
Pouco mais de um mês após a declaração da epidemia de Ébola, foram confirmados 1.115 casos de infecção pelo vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDC), com 304 mortes.
O surto espalhou-se para o vizinho Uganda, onde as medidas de contenção foram eficazes.
Desde 15 de Maio, Kampala notificou 20 casos confirmados em todo o país, incluindo duas mortes.
As autoridades de saúde dos EUA alertaram nas últimas semanas que, se o surto não for rapidamente contido, a escala do surto poderá igualar ou exceder a escala da epidemia de Ébola de 2014-2016.
O surto teve origem na Guiné e atingiu a África Ocidental, matando mais de 11 mil pessoas, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Não existem vacinas ou tratamentos aprovados para a estirpe Bundibugyo do vírus Ébola que causou o recente surto.
Autoridades de saúde dos EUA disseram na sexta-feira que estavam enviando um tratamento experimental chamado MBP134 para a República Democrática do Congo e Uganda.
As autoridades de saúde dos EUA afirmaram em comunicado que doses adicionais do tratamento seriam enviadas à Universidade de Oxford, no Reino Unido, para testes clínicos.
Washington prepara-se para enviar 2.500 testes que poderão ser usados para rastrear vítimas falecidas e determinar quais as estirpes do Ébola presentes.







