O governo da Turquia está a reforçar o seu controlo sobre a oposição, tendo ontem como alvo funcionários eleitos do principal partido da oposição, o Partido Popular Republicano (CHP), com novas detenções, numa altura em que o partido enfrenta uma crise de liderança cada vez mais profunda.
As autoridades lançaram uma série de operações visando cidades geridas por CHP na região do arquipélago de Istambul e no sul de Türkiye, sob acusações que incluem corrupção e fraude.
A Procuradoria de Istambul afirmou em comunicado que a polícia realizou operações simultâneas em quatro cidades e prendeu 37 dos 47 suspeitos citados no mandado de prisão.
Entre os detidos estava o prefeito de Adalar (Ilhas) Ali Ercan Akpolat.
Os suspeitos foram acusados de suborno, peculato, falsificação de documentos oficiais, organização e liderança de organização criminosa e abuso de poder, afirmou o comunicado.
Outra operação teve como alvo a cidade de Silifk, na província costeira meridional de Mersin.
A mídia turca informou que várias pessoas, incluindo o prefeito, foram detidas como parte de uma investigação sobre alegações de suborno, corrupção, fraude em licitações e abuso de poder.
O Centro de Proteção Republicano realizou uma série de operações de detenção em várias cidades durante a semana passada, incluindo nos distritos de Beylikduzu e Silivli, em Istambul, e no distrito de Seferihisar, na cidade ocidental de Izmir.








