Depois das espécies parecidas com línguas, hoje Organic Trail Painting mostra como criar Stachys byzantina

Planta com gosto de sardinha? Aprenda a fazer peixe como aperitivo (Foto: Osmar Viga)

Se você já está maravilhado com a planta que parece língua, a trilha orgânica desta quarta-feira (03) vai te apresentar uma espécie ainda mais curiosa, a planta que tem gosto de sardinha. Sim, está certo. É conhecido como peixe de jardim, orelha de ovelha, peixe pulmonado e outros nomes que levantam muitas dúvidas sobre sua aparência. E o melhor é que ele pode ser transformado em um aperitivo crocante, diferente e muito saboroso.

A planta conhecida como peixe de jardim, cientificamente conhecida como Stachys byzantina, tem gosto de sardinha e pode ser transformada em um aperitivo crocante. A produtora orgânica Marcia Seid ensina como empanar as folhas no ovo batido e na farinha de rosca, fritar no azeite ou preparar na airfryer por até 15 minutos. A planta é rica em vitaminas e minerais e pode ser cultivada em recipientes com bastante sol e água moderada.

A produtora orgânica Marcia Seid explica que o nome científico é “Stachys byzantina”. A folha é aveludada e até lembra a pleura pulmonar (daí o nome). A receita do aperitivo é simples, uma opção que sai direto do seu quintal para o seu prato. Para a receita, o primeiro passo é “limpar bem as folhas”.

Depois, é só preparar um ovo batido para empanar. Você pode adicionar um pouco de leite a esta mistura, se quiser. Depois é só passar na farinha de rosca. Pode ser feito com farinha tradicional, panko ou até pão torrado caseiro. A escolha de Márcia foi a última opção.

Na hora de empanar, a dica é pressionar um pouco mais a assadeira na massa, pois ela é delicada e precisa ficar bem coberta. O sal também pode ser usado nessa fase para realçar o sabor, mas atenção: não exagere. A ideia é torná-lo palatável e não transformar a folha em água do mar.

Você pode cozinhar peixe na frigideira ou no forno; Deixe por 10 a 15 minutos (Foto: Osmar Viga)

Em seguida, é hora de fritar. Use azeite ou óleo em uma frigideira pré-aquecida. Adicione as folhas aos poucos, deixe dourar dos dois lados e quando estiverem crocantes retire e coloque sobre papel toalha para retirar o excesso de óleo.

Você também pode cozinhar peixe na frigideira ou no forno. O processo é um pouco mais lento, mas um tanto complicado. Em média, 10 a 15 minutos são suficientes para deixar as folhas crocantes.

Na hora de servir, vale acompanhar molhos como patê, rosa ou mostarda e mel. Funciona muito bem como aperitivo, surpreendendo até quem nunca ouviu falar desta planta.

Márcia Chiad ensina a fazer planta com gosto de sardinha (Foto: Osmar Viga)

E boas notícias para quem quer cultivar em casa. Márcia explicou que o peixe pode ser plantado em recipiente ou direto no solo. Gosta de muito sol e não precisa de muita água. A rega deve ser moderada. “Esta época do ano, com menos chuva, geralmente é boa para a agricultura”. conta

A planta também chama a atenção pelo seu aspecto. Suas folhas aveludadas lembram a pleura dos pulmões humanos, o que ajuda a explicar alguns de seus nomes populares. “É usada como expectorante, ótima para fazer xarope. A natureza é maravilhosa. A planta pode ser adicionada ao guaco ou à hortelã.”

Além de curiosa, é uma planta rica em nutrientes, vitaminas e minerais. Portanto, mudar a alimentação e incluir mais plantas no prato pode ser uma boa opção.

Para reproduzir, o processo também é simples. Geralmente não é propagado por sementes. Cada criança nascida ao redor da árvore pode se tornar uma nova muda. Apenas remova e substitua com cuidado.

A espécie ‘Peixinho da Horta’ é uma planta alimentícia não convencional (Foto: Osmar Veiga)

E você pode comê-lo cru? Márcia ressalta que isso pode ser feito. “Mas, para ser sincero, o sabor não é dos melhores.” O grande apelo do peixinho está nas versões empanadas, crocantes e servidas como aperitivo.

É importante lembrar que o peixe é uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional). O maior benefício prático é: aumenta a variedade no prato. Em vez da habitual alface, couve e rúcula, o peixe surge como uma opção diferente.

Além disso, pode ser uma fonte mais confiável de vitamina C. Um estudo da UFPR (Universidade Federal do Paraná) encontrou 7,08 mg de vitamina C por 100 g de folhas frescas de Stachys byzantina.

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