SEUL (Reuters) – A Coreia do Sul rejeitou uma proposta para acabar com a segregação obrigatória de gênero nas enfermarias dos hospitais, após uma reação pública sobre questões de segurança, confirmaram funcionários do Ministério da Saúde à AFP nesta terça-feira.

Vários países, incluindo o Japão e o Canadá, introduziram instalações neutras em termos de género, uma medida que suscitou debate e resistência por parte dos críticos que vêem preocupações com a privacidade e riscos de segurança, como a má conduta sexual em espaços partilhados.

A Coreia do Sul é uma potência tecnológica e cultural global, mas permanece socialmente conservadora.

O plano foi divulgado pelo Departamento de Saúde no mês passado como parte de mudanças regulatórias mais amplas para tornar mais fácil para familiares e casais compartilharem quartos de hospital.

“A segregação de gênero permanecerá no sistema atual”, disse um funcionário do Ministério da Saúde à AFP na terça-feira.

Serão mantidas exceções para unidades de terapia intensiva, onde os pacientes necessitam de monitoramento rigoroso, independentemente do sexo, e quartos com dois leitos ocupados por familiares, acrescentou o ministério.

De acordo com a proposta agora retirada, os hospitais sul-coreanos não seriam mais obrigados a separar os pacientes por sexo nas enfermarias de internação, uma regra atualmente em vigor que resultaria em suspensões de até 15 dias para os infratores.

O Ministério da Saúde propôs a mudança, argumentando que alguns hospitais já permitem que casais compartilhem quartos com dois leitos e que a regra não é mais necessária.

A empresa disse que a decisão de retirada foi tomada após considerar a reação do público.

A proposta encontrou oposição feroz, com mais de 4.000 comentários no site de avisos legislativos do governo.

“Pode haver crimes sexuais contra mulheres”, escreveu um comentarista.

Outro descreveu a proposta como um “projeto de lei ignorante que ignora os medos e ansiedades das pacientes do sexo feminino”.

  • Publicado em 3 de junho de 2026 às 07h45 (IST)

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