A agência aguarda o novo relatório para decidir sobre os itens feitos em Amparo antes de abril
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta segunda-feira (1º) que fará análise mensal dos produtos Ypê fabricados antes de abril de 2026 para decidir sobre a liberação de detergentes, líquidos de lavagem e desinfetantes em suspensão. A medida vale para itens produzidos em Amparo (SP) onde os lotes terminam em 1
A Anvisa anunciará mensalmente a liberação dos produtos Ypê fabricados antes de abril de 2026 na unidade de Amparo (SP), aguardando laudos laboratoriais para avaliação dos lotes suspensos. O órgão já aprovou a venda de itens produzidos desde 1º de abril, fiscalização que revelou 76 irregularidades, 14 de alto risco e mais de 140 lotes contaminados. A Ypê investiu R$ 130 milhões na modernização da fábrica.
A decisão ocorre dias depois de a agência aprovar a retomada da produção da unidade paulista e a comercialização dos produtos a partir de 1º de abril deste ano.
Segundo Daniel Meireles, diretor da área de fiscalização da Anvisa, a empresa aguarda novos laudos laboratoriais para avaliar os lotes produzidos antes desse período. A intenção é liberar gradativamente de acordo com a análise dos resultados.
O Ypê afirmou que apresentará testes realizados por laboratórios credenciados pela Reblas (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde). Segundo Eduardo Beira, diretor executivo de operações da empresa, a esperança é conseguir a aprovação do maior número possível de lotes.
Embora os resultados não sejam definitivos, o fabricante aconselha os consumidores a armazenar os produtos produzidos antes de abril. A empresa também oferece opções de troca ou reembolso e informa que ampliou seu serviço de SAC (atendimento ao consumidor).
Outra mudança anunciada pela empresa é a identificação dos produtos fabricados em Amparo. Os itens não usarão mais o número 1 como identificação final do lote. Doravante cada uma das oito fábricas instaladas no município utilizará uma carta específica.
No dia 7 de maio, a Anvisa determinou o recall de detergentes, desinfetantes e líquidos de lavagem produzidos na unidade de São Paulo após apontar falhas no processo de controle de qualidade.
Segundo o órgão, uma fiscalização realizada em abril identificou 76 pontos que necessitavam de correção, dos quais 14 foram classificados como de alto risco. A agência encontrou mais de 140 lotes contaminados armazenados na fábrica.
Segundo a Anvisa, o último laudo não detectou a bactéria Pseudomonas aeruginosa nos produtos produzidos em abril e maio, fator que permitiu à unidade retomar as operações e liberar esses lotes para comercialização.
A empresa afirma manter um plano de modernização da fábrica de Amparo (SP), no valor estimado de US$ 130 milhões, e afirma ter concluído as adequações exigidas pelos órgãos de fiscalização sanitária.










