a economia
Synpetro diz que retaliação federal neutraliza cortes da Petrobras e impacto não deve atingir as bombas
Por Anderson Vigas 06/01/2026 11h41
A redução anunciada pela Petrobras no preço do diesel para as distribuidoras não acarretará redução no valor pago pelos clientes nos postos. Porque a partir deste domingo (31), o corte foi compensado praticamente na mesma proporção, com a retomada da arrecadação do PIS (Programa de Integração Social) e das Caixões (Contribuições para Financiamento da Seguridade Social) sobre os combustíveis.
A Synpetro-MS disse que a redução de R$ 0,35 por litro anunciada pela Petrobras para o diesel vendido às distribuidoras não deve chegar aos consumidores, pois foi compensada pela restituição dos encargos de PIS e Cofins, que encerrou a redução de R$ 0,32 por litro em 31 de maio.
A avaliação é do Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul), que classificou o resultado das duas medidas como “impacto zero nos preços do diesel”.
Segundo a entidade, o benefício fiscal de R$ 0,32 por litro retirado do diesel por meio do abatimento do PIS/Cofins terminou em 31 de maio. No mesmo dia, a Petrobras anunciou corte de R$ 0,35 por litro no preço do Diesel A vendido às distribuidoras, a partir desta segunda-feira (1º).
Dessa forma, uma medida compensa a outra. Com isso, embora tenha havido anúncio de redução por parte da Petrobras, a declaração de imposto federal neutraliza esse efeito, o que significa que não há expectativa de redução real no preço final do diesel ao consumidor.
Em nota explicativa publicada neste fim de semana, o Synpetro-MS resumiu diretamente o cenário: “Os dois processos tiveram impacto zero nos preços do diesel”. Veja abaixo:
A Petrobras disse que a redução segue a política de subsídios econômicos feita pelo governo federal ao diesel rodoviário. A fiabilidade resulta da extinção dos incentivos fiscais que reduziram temporariamente a carga fiscal sobre os combustíveis.







