Os iranianos passam por um outdoor com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o Estreito de Ormuz, erguido na Praça Wallayas, em Teerã, em 28 de maio de 2026.

– |AFP|Getty Images

Os negociadores iranianos deixarão de trocar mensagens com os Estados Unidos através de intermediários e Teerã tomará medidas para fechar totalmente o Estreito de Ormuz em retaliação pelas contínuas violações do cessar-fogo, disse a agência de notícias estatal Tasnim na segunda-feira.

O relatório, um artigo traduzido publicado no site de mídia social Telegram, concentrava-se nas operações militares israelenses no Líbano contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã.

Segundo Tasnim, “não haverá diálogo” até que Israel se retire completamente das áreas libanesas ocupadas e cesse todos os ataques no Líbano e em Gaza.

“Além disso, a Frente de Resistência e o Irão decidiram bloquear completamente o Estreito de Ormuz e activar outras frentes, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, para punir os sionistas e os seus apoiantes”, afirma o relatório.

Os preços do petróleo subiram mais de 5% após a divulgação do relatório Tasnim, que sinalizou o fracasso dos esforços para acabar diplomaticamente com a guerra, agora no seu quarto mês.

Há três dias, o presidente Donald Trump disse que decidiria se concordaria com um acordo com o Irão que pelo menos travasse o conflito numa reunião na Sala de Situação da Casa Branca. Mas no final dessa reunião, Trump não tinha tomado uma decisão final.

Nos dias que se seguiram, os Estados Unidos e o Irão lançaram novos ataques um contra o outro, minando ainda mais um cessar-fogo que tinha sido quebrado múltiplas vezes por operações militares dinâmicas.

A Casa Branca e o Comando Central dos EUA não responderam imediatamente ao pedido da CNBC para comentar o relatório.

Leia mais cobertura política da CNBC

Esta é uma notícia de última hora. Atualize para atualizações.

Escolha a CNBC como sua fonte preferida no Google e nunca perca um momento do nome mais confiável em notícias de negócios.

Link da fonte