O horário foi alterado e o palco juntará os dois lados da estrutura ainda este mês

O Brasil está separado do Paraguai por cerca de 20 metros na Ponte Biocenica (Foto: Toninho Ruiz)

A junção entre os lados brasileiro e paraguaio na Ponte Biocenica, entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai, deverá ocorrer neste mês de junho. O cronograma do chamado beijo de Steve, fase que marca o encontro dos dois lados da estrutura, inicialmente previsto para maio, foi reorganizado por motivos técnicos e por uma nova avaliação da obra.

Após ajustes no cronograma por questões técnicas, o entroncamento dos lados brasileiro e paraguaio da Ponte Biocenica deverá ocorrer em junho, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta. A obra, com mais de 90% de conclusão, faz parte do Corredor Biosênico e terá acesso ao Brasil e ao Paraguai. Do lado brasileiro, o DNIT espera ser concluído em dezembro de 2027 com investimento de cerca de R$ 500 milhões.

Atualmente, a ponte tem cerca de 20 metros de extensão e separa o Brasil do Paraguai. Continuam as obras de acesso e rampas em ambos os lados da estrutura. Do lado paraguaio, serviços estão em nível avançado

A construção da Ponte Biocenica entre Carmelo Peralta e Puerto Murtinho está sendo administrada pelo MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai, com investimento de US$ 100 milhões da administração paraguaia da Itaipu Binacional. A obra foi iniciada em janeiro de 2022 e já está 90% concluída.

Os dois lados da estrutura devem ser unidos neste mês de junho (Imagem: Toninho Ruiz)

Além da construção da ponte, o governo paraguaio também está implantando uma estrada de acesso pavimentada de 3,8 quilômetros, que ligará a estrutura à PY-15, rodovia da rota Biocenica.

Segundo a MOPC, as obras foram iniciadas em Outubro de 2025, também com financiamento de Itaipu do lado paraguaio, com um investimento de 20 milhões de dólares e prazo de 12 meses previsto para Outubro deste ano. As intervenções já realizadas incluem limpeza da área e instalação de cercas na faixa de domínio.

Por outro lado, as obras do acesso brasileiro só foram iniciadas em setembro de 2024. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), com investimento de cerca de R$ 500 milhões, a obra prevê a implantação de um trecho de 13,1 quilômetros da rodovia que ligará a BR-267 à Ponte Biocenica.

O Brasil só espera fornecer infraestrutura internacional e acesso rodoviário ao centro unificado de fronteira Brasil-Paraguai em direção ao Mato Grosso do Sul em dezembro de 2027. Portanto, o cronograma divulgado pelo DNIT mostra um intervalo de mais de um ano entre a conclusão da ponte e a estrutura brasileira necessária para conectá-la à rota Bioshenic.

O departamento disse que já foram concluídos canteiros de obras, instalações industriais, como usinas de concretagem e pátios de concretagem e protensão de vigas, limpeza de faixa de domínio estendida, implementação de cercas ao longo dos limites da faixa de domínio e cercas de transporte de vida selvagem.

Segundo o DNIT, o projeto prevê a construção de um viaduto na BR-267, atualmente em fase de implantação de infraestrutura incluindo estacas e blocos, além de seis pontes. Duas delas, uma sobre o rio Amanguiza e outra sobre a maré baixa, já foram concluídas

Obras de acesso pelo lado brasileiro da Ponte Biocenica (Foto: Toninho Ruiz)

A secretaria explica que pretende construir um centro alfandegário integrado entre Brasil e Paraguai, nos moldes do que já existe na fronteira entre São Borja (RS) e Santo Tomé.

A construção da Ponte Bioceânica é uma das tarefas fundamentais para a implantação do Corredor Bioceânico, também conhecido como RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio.

O percurso terá mais de 3.200 km de extensão, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Porto Mourinho será a porta de entrada da rota do Brasil. A esperança dos quatro países é transformar o corredor numa importante rota para o fluxo de bens e mercadorias entre os mercados sul-americanos e asiáticos, com potencial para reduzir os custos logísticos em 30% e os tempos de transporte em até 15 dias em comparação com rotas marítimas tradicionais como o Canal do Panamá.

*Com informações de Porto Murtinho para Toninho Ruiz.

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