A reunião destacou a importância da resposta imediata a incidentes domésticos envolvendo crianças

Militares ensinam técnicas de separação para mães e pais (Foto: Juliano Almeida)

A obstrução das vias aéreas é considerada uma das principais causas de mortalidade infantil. Pensando nisso, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul realiza neste sábado (30), a primeira edição do projeto “Mães que Salvam” em Campo Grande, com foco no ensino de técnicas de primeiros socorros e técnicas de evacuação.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul sediou a primeira edição do projeto Mayes Que Salvum em Campo Grande, capacitando 23 pais e cuidadores em técnicas de primeiros socorros e técnicas de desencarceramento. A iniciativa CRAPH visa combater a obstrução das vias aéreas, uma das principais causas de mortalidade infantil. A Corporação pretende expandir o projeto regularmente.

No total, 23 mães, pais e cuidadores participaram da capacitação ministrada pelo CRAPH (Centro de Resgate e Atendimento Pré-Hospitalar) no quartel do 1º GBM (Grupo de Bombeiros Militares).

Segundo a sargento Jacqueline Auroba, uma das instrutoras do curso, o conhecimento nos primeiros minutos de atendimento pode ser decisivo. “Este curso foi elaborado para orientar mães, pais e responsáveis ​​sobre como agir em caso de emergência e administrar adequadamente os primeiros socorros”, explicou.

Sargento Jacqueline Arroba ministra o curso “Mães que Salvam” (Foto: Juliano Almeida)

Segundo os militares, o principal objetivo da aula é ensinar os participantes a identificar rapidamente situações que ameaçam a vida de uma criança e agir imediatamente.

“Na maioria dos casos de obstrução das vias aéreas, quando é prestado um atendimento rápido, nem é necessária a deslocação aos bombeiros, embora a chamada deva ser sempre feita”, destacou.

Grávida de sete meses do segundo filho, a dentista Les Souza, 31, participou do treinamento em busca de mais segurança para lidar com possíveis emergências. “Ter esse conhecimento prévio ajuda muito para que, em caso de emergência, possamos agir sem nos frustrarmos”, disse.

Para a servidora Renata Martins, 33 anos, mãe de um bebê de cinco meses, o curso ganhou mais importância no início da introdução à alimentação infantil. “Nossos filhos são o bem mais valioso que temos. Portanto, qualquer informação que possa ajudar a prevenir ou agir em situações de emergência é muito importante”, afirmou.

Les Souza, mãe participando de treinamento (Foto: Juliano Almeida)

Renata também destacou a necessidade de compartilhar conhecimentos com toda a rede de apoio da criança. “É importante que os avós, babás e demais familiares também saibam como agir, porque cada segundo faz a diferença na vida de uma criança”, acrescentou.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o projeto pretende ser rotineiro, ampliar o acesso às orientações de primeiros socorros e ajudar a preparar mais famílias para atender emergências.

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