O projeto estabelece novas normas para o tratamento da dependência química e altera a Lei do SISNAD
Pesquisa realizada pelo Campo Grande News mostra que 84% dos leitores apoiam o projeto aprovado na Câmara dos Deputados que permite que pais e responsáveis solicitem a internação de adolescentes dependentes de drogas em comunidade terapêutica sem necessidade de decisão judicial prévia.
Levantamento do portal de notícias Campo Grande revelou que 84% dos leitores apoiam o projeto de lei que permitiria aos pais admitir adolescentes dependentes de drogas em comunidades terapêuticas sem autorização judicial. A proposta, aprovada na Câmara e em análise no Senado, altera as regras do sistema nacional de medicamentos. O texto prevê abrigo imediato e modelos de hospitalização solidária e voluntária para jovens em situação de vulnerabilidade social ou ameaçados por quadrilhas criminosas.
Apenas 16% dos participantes se posicionaram contra a proposta, indicando amplo apoio à medida, que ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal antes de entrar em vigor.
O projeto altera a Lei do CSNAD (Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas) e estabelece novas regras para internação de crianças e adolescentes em tratamento de dependência química. A ratificação na Câmara ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal de votos.
Pelas novas normas, passam a existir dois modelos de internação de adolescentes. A chamada hospitalização “de apoio” dependeria do consentimento dos pais ou responsável legal, além da concordância do adolescente. Os procedimentos “voluntários” podem ser solicitados diretamente pelos responsáveis.
De autoria do deputado Pastor Sergento Isidorio (Avante-BA), a proposta foi relatada pelo deputado Fernando Máximo (PL-RO).
O texto autoriza a internação imediata de jovens com comprovada dependência de substâncias psicoativas em casos de vulnerabilidade social ou ameaças de quadrilhas criminosas e traficantes de drogas.
Outra coisa prevista no projeto é a criação de acolhimento voluntário junto aos pais ou responsáveis em instituições credenciadas para crianças e adolescentes em tratamento de dependência química.
As unidades deverão contar com equipe multidisciplinar, estrutura com características residenciais e espaço para ensino, estudo e cursos de capacitação.
Pela proposta, o acolhimento não exime a obrigatoriedade de participação na educação básica.
A exceção ocorre em situações de comprovada ameaça à vida ou à integridade física do menor, especialmente no contexto de envolvimento em organizações criminosas ou tráfico de drogas.







