Gerentes de postos dizem que cortes não são imediatos e consumidores estão em suspense
O anúncio do subsídio à gasolina reavivou as esperanças dos condutores de preços mais baixos. Porém, na prática, o alívio no bolso ainda parece distante. Em Campo Grande, o litro do combustível custa mais de R$ 6.
O governo federal divulgou decreto regulamentando o subsídio de R$ 0,44 por litro da Gasolina A, mas os clientes de Campo Grande ainda não sentem alívio nas bombas. O estudo registrou preços entre R$ 6,19 e R$ 6,49 por litro em oito postos da capital, Mato Grosso do Sul. Os gestores explicam que a queda depende da chegada de ações novas e mais baratas, o que pode levar meses até um anúncio oficial.
O governo federal divulgou nesta segunda-feira (25), em edição adicional do DOU (Diário Oficial da União), o decreto que regulamenta os subsídios econômicos aos combustíveis. Esta medida visa mitigar o impacto dos aumentos do preço do petróleo no mercado internacional sobre os preços brasileiros.
Segundo portaria do Ministério da Fazenda, o subsídio para a gasolina A (combustível puro antes da mistura com etanol) será de R$ 0,44 por litro. A proposta é compensar parte do custo aos produtores e importadores, permitindo ajustes nas refinarias sem repasse imediato aos consumidores.
Apesar das medições, quem está na vanguarda do sistema afirma que o impacto não é imediato. Segundo Daniele Ferreira dos Santos, gerente de um posto de gasolina na avenida Mato Grosso, a redução anunciada pelo governo passa por uma cadeia complexa até chegar às bombas.
“Essa redução demora a chegar até nós. Não é tão fácil. Há todo um contexto por trás disso, com empresas e distribuidores. Às vezes o governo anuncia uma redução, mas demora meses para chegar. Por exemplo, esse decreto de 44 centavos ainda não chegou”, explicou.
Ele destacou que os postos só conseguem baixar os preços quando conseguem estoque novo e mais barato.
“Aqui, sempre que conseguimos combustível com preço atualizado, fazemos uma redução. Não tem como reduzir antecipadamente, porque o estoque anterior foi comprado com um preço maior e há prejuízo. Então, monitoramos o estoque e, quando o combustível fica barato, reduzimos o preço para o consumidor”.
O gestor destacou ainda as variações de preços nos últimos meses. “O preço da gasolina rondava os R$ 6 e houve uma redução de cerca de 20 a 30 cêntimos. Não foi muito, mas já faz diferença para o consumidor que vai trabalhar todos os dias, leva os filhos à escola, à correria do dia a dia.
Denison Franco, gerente de um posto de gasolina na Avenida Alfonso Pena, compartilhava do mesmo sentimento.
“Às vezes o governo anuncia um corte, dá para a distribuidora, mas demora para chegar até nós. A distribuidora também trabalha com estoque antigo e repassa quando começa a conseguir combustível barato. Então, ficamos de mãos atadas, porque estamos entre a distribuidora e o cliente”, disse.
Para o carpinteiro Nivaldo dos Santos, 68 anos, o cenário é de constante incerteza. “Acho que o combustível oscila muito. Num momento aumenta, no outro diminui. Quem depende dele para sobreviver consegue o máximo possível. Nunca sabemos se é bom, se é mau, se é estável, não tem outro jeito, temos que viver”, notou.
Para quem depende de combustível todos os dias, qualquer mudança faz diferença, como é o caso do motorista de aplicativo José Luiz do Nascimento, de 63 anos.
“Acho que o combustível ainda está um pouco caro, mas nos últimos dois meses diminuiu. Antes a gente pagava em torno de R$ 6,39, depois chegou a R$ 6,79 e agora está perto de R$ 6,29.
procurar – relatório de Notícias de Campo Grande Ele visitou 8 estações para pesquisar preços. O combustível varia de R$ 6,19 a R$ 6,49.
Num posto da Avenida Mato Grosso a gasolina custa R$ 6,34 e o etanol custa R$ 3,95. Ainda na mesma estrada, próximo ao Parque dos Poderes, a gasolina custa R$ 6,49 e o etanol custa R$ 4,29.
Em outro posto, na esquina da Rua Ceará, o combustível custa R$ 6,39 e R$ 3,99, respectivamente.
A gasolina custa R$ 6,39 e o etanol custa R$ 3,99 na Rua 13 de Maio. A gasolina em um posto do bairro Novos Estados foi encontrada a R$ 6,47 e o etanol a R$ 3,97. A gasolina custa R$ 6,38 e o etanol R$ 3,99 no Caranda Bosque.
A gasolina custa R$ 6,27 e o etanol custa R$ 3,89 na Avenida Afonso Pena. Por fim, no posto de gasolina da esquina da Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Rua 14 de Julho, a gasolina custa R$ 6,19 e o etanol custa R$ 3,89.
O Procon de Mato Grosso do Sul informou que continua monitorando os preços praticados nos postos de combustíveis de Campo Grande, “principalmente após a edição de medidas temporárias que buscam moderar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis no país”, disse em nota.
Os clientes podem entrar em contato com o Procon pelo telefone 151 e pelo site www.procon.ms.gov.br.
E Notícias de Campo Grande Tentei entrar em contato com o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul) e aguardo resposta.
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