WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos planejam abrir um centro de quarentena no Quênia, à medida que o surto mortal de Ebola aumenta na República Democrática do Congo, informou o Wall Street Journal na terça-feira.
O Wall Street Journal, citando pessoas familiarizadas com o assunto, disse que a instalação é principalmente para americanos que testaram positivo para o vírus ou foram expostos a ele.
O jornal citou um funcionário do governo dizendo que o centro estaria disponível para os americanos “que precisam sair rapidamente da República Democrática do Congo e da zona de quarentena”.
Desde meados de Maio, a Organização Mundial de Saúde registou 10 mortes confirmadas, 220 mortes suspeitas e 900 casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo.
O Wall Street Journal disse que o centro de quarentena aguardava a aprovação das autoridades quenianas na terça-feira e que ainda não foram confirmados casos no Quénia.
A situação surge depois de um médico americano que contraiu Ébola enquanto trabalhava na República Democrática do Congo ter viajado para a Alemanha na semana passada.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA disseram na semana passada que os residentes permanentes legais dos EUA que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias não estão autorizados a entrar nos Estados Unidos.
Actualmente não existe vacina ou tratamento para a estirpe Bundibuggio do Ébola, que é o 17º surto de Ébola registado no país da África Central.
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