A Secretaria de Segurança e Proteção ao Cidadão (SSPC) do México disse esta quarta-feira que o governador licenciado de Sinaloa, Ruben Rocha Moya, não tem um aviso vermelho emitido pela Agência Internacional de Polícia Criminal (Interpol), depois de se ter espalhado a versão sobre uma alegada ordem internacional contra ele.

Em ficha informativa, o órgão federal indicou que, após consulta às autoridades nacionais e internacionais competentes, não foi confirmada a existência de uma investigação internacional contra o político sinaloense.

“O Ministério da Segurança e Proteção Civil informa que Ruben Rocha Moya, governador licenciado de Sinaloa (noroeste), não possui um aviso vermelho emitido pela Interpol”, indicou a SSPC.

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Roberto Velasco manteve silêncio sobre as acusações que as autoridades norte-americanas abriram contra Ruben Rocha Moya, Enrique Inzunza e outros funcionários acusados ​​de supostas ligações com o tráfico de drogas.

A agência acrescentou que, “após consulta às agências nacionais e internacionais relevantes, foi confirmado que não há notificação contra ele”.

A declaração foi feita um dia depois de Rocha Moya ter comparecido publicamente perante a sede da Procuradoria-Geral da República (FGR) em Culiacán, no âmbito de uma investigação aberta no México após acusações apresentadas nos Estados Unidos por crimes de tráfico de drogas e armas.

“Hoje compareci à Procuradoria-Geral da República, localizada em Culiacán, Sinaloa. Respondi às perguntas que o agente do Ministério Público Federal me fez”, escreveu o presidente licenciado na rede social X.

Rocha Moya, que solicitou o afastamento temporário do cargo enquanto a investigação avançava, também garantiu que estaria disposto a responder a quaisquer solicitações das autoridades mexicanas.

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A declaração veio esta manhã depois de terem sido levantadas questões sobre a investigação nos EUA

As investigações no México resultam de uma acusação apresentada contra dez funcionários de Sinaloa por procuradores do Distrito Sul de Nova Iorque em 29 de Abril, depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter solicitado a extradição de uma dúzia de cidadãos mexicanos em conexão com alegados crimes de tráfico de drogas e de armas.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, sustentou recentemente que, segundo informações fornecidas pela FGR, os procedimentos realizados não implicaram acusações formais contra os responsáveis ​​chamados a depor, e insistiu que os Estados Unidos devem apresentar "provas" das acusações feitas.

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Rocha Moya confirmou que tem toda a determinação para responder a todos os apelos das autoridades investigadoras

Além de Rocha Moya, o senador oficial Enrique Injunja Cazarez e o prefeito licenciado de Culiacán, Juan de Dios Gámez Mendivil, também foram convocados para prestar depoimento, no âmbito da investigação que a FGR afirma estar em andamento “com seriedade e diligência”.

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