O investigador descumpriu medidas de proteção, enviou ameaças de morte e tentou fugir pela mata
Nesta terça-feira (26), em Campo Grande, um homem de 30 anos foi preso preventivamente após diversas agressões, ameaças e descumprimento de medidas protetivas contra a ex-companheira, de 29 anos, que estava grávida dele. Segundo a polícia, o homem, que está sendo investigado, chegou a dizer na mensagem que “não se importava com as acusações” e que passaria “pouco tempo na cadeia”.
Um homem de 30 anos foi preso preventivamente após agressões, ameaças e descumprimento de medidas protetivas contra a ex-companheira grávida em Campo Grande. O suspeito tentou fugir para um local arborizado após avistar os veículos, mas foi detido pela polícia. As agressões se intensificaram após a gravidez e mesmo usando tornozeleira eletrônica, ela enviou ameaças de morte via WhatsApp usando outro número.
As prisões foram feitas por equipes do Setor Geral de Investigações (SIG) e capturas da 1ª Delegacia Especializada (1ª DEAM) para atendimento à mulher com atendimento da Guarda Municipal do Bairro Moreninhos.
A polícia disse que o suspeito correu para uma área com vegetação densa após perceber o movimento do veículo. Foi necessário fazer um bloqueio e fazer buscas a pé pela mata até a captura.
A investigação constatou que a violência aumentou depois que a vítima engravidou. O primeiro caso registrado ocorreu no dia 12 de outubro de 2025, na Vila Moreninha III, quando a mulher estava na quarta semana de gestação.
Mesmo sabendo da gravidez, o homem agrediu a ex-companheira com socos, chutes e puxões de cabelo, causando lesões corporais. Após o episódio, a vítima solicitou medidas protetivas emergenciais.
Apesar de uma ordem judicial impedindo o contato, ele voltou a encontrar a mulher dias depois, enviando mensagens abusivas e manipuladoras via WhatsApp.
Segundo a DEAM, mesmo o monitoramento eletrônico não foi suficiente para conter o investigado. Depois de deixar de usar tornozeleira eletrônica, ele voltou a ameaçar a vítima em fevereiro deste ano, quando ela já estava grávida de sete meses.
Usando outro número de telefone, o suspeito enviou mensagens com ameaças de morte e disse que seus cúmplices poderiam matá-lo caso fosse preso.
Para a polícia, o caso evidencia o aumento da violência física e emocional durante a gravidez. O homem foi levado à delegacia e preso sob custódia.







