O morador de 87 anos afirmou que as máquinas danificaram a fachada do imóvel onde mora há 58 anos.
Há 58 anos morando no mesmo endereço, no Campo Grande Jardim São Bento, o caminhoneiro aposentado Edmar Correa, 87 anos, afirma que a calçada de sua casa foi destruída após máquinas passarem por um terreno vizinho. A suspeita é que a intervenção esteja relacionada com o empreendimento residencial recentemente anunciado, que será construído na Rua Guerra Junqueiro.
Morador de Campo Grande Jardim São Bento há 58 anos, o aposentado Edmar Correa, 87, teve sua calçada destruída por uma máquina conduzida em um terreno vizinho, onde será construído um prédio de 17 andares pela construtora Zooey. Sem aviso prévio, ele esperou por reparos que nunca foram feitos. Os vizinhos também foram afetados pelo acúmulo de terra e lama na área.
Segundo o morador, ele nunca recebeu nenhum documento, notificação ou qualquer explicação oficial sobre a invasão em frente ao seu portão. “Foi uma coisa ruim que eles fizeram comigo”, ele diz brevemente.
O vizinho de Edmar, o promotor Henrik Franco Candia, disse que o incidente aconteceu há cerca de duas semanas, quando as máquinas destruíram a calçada do aposentado com a promessa de fazer o mesmo novamente.
Segundo Henrik, a obra foi abandonada e desde então um monte de terra permanece no local, criando lama, sujeira e poeira na estrada. Além de danificar Edmar, a situação também afeta a entrada da garagem vizinha. Morador da área desde 2008, o bairro classifica a situação como abandonada.
Os aposentados acreditam que o terreno adjacente foi vendido recentemente pelos herdeiros da família do antigo proprietário e que a área receberá uma grande construção.
“O homem disse que estava envolvido na obra e que iria consertar tudo depois. Disse que faria também o calçamento e o muro. Mas destruiu e foi embora”, disse o aposentado.
Recentemente, a construtora Zoe revelou o projeto que prevê a construção no local de um prédio de 17 andares, com 96 apartamentos, dois subsolos, uma cobertura e capacidade estimada para cerca de 320 moradores. O projeto ocupará três lotes no quarteirão.
Segundo Edmar, as máquinas foram utilizadas para nivelar o terreno para projetos futuros. “Dois tratores amarelos, tipo carregadeiras, vêm aqui e furam tudo”, disse ele.
Poucos dias depois, segundo Edmer, o responsável voltou ao local e disse que o negócio “não deu certo”, deixando a área sem nenhum reparo.
O aposentado alegou que a calçada foi construída por ele mesmo e estava em bom estado. “Moro aqui há 58 anos. Construí minhas calçadas direitinho e agora está tudo quebrado”, lamentou. Sem saber quem pagará pelos reparos, Edmar diz que não tem mais condições físicas de resolver o problema sozinho.
A construtora Zooey disse que um representante da empresa conversou e entregou a documentação ao morador, incluindo cronograma de obras. No documento, segundo a assessoria de imprensa, a construtora prometeu consertar o muro e construir uma nova calçada em até 30 dias.
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