WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos proibiram temporariamente na sexta-feira a entrada de residentes permanentes legais que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias devido a preocupações com o vírus Ebola.
Cidadãos dos EUA, nacionais e titulares de green card já estão isentos da proibição de 30 dias do Ebola, mas os Centros de Controle e Prevenção de Doenças disseram na sexta-feira que estender a proibição aos titulares de green card é necessário para impedir que o vírus entre no país.
“A aplicação desta autoridade a residentes permanentes legais por um tempo limitado estabelece um equilíbrio entre a proteção da saúde pública e a gestão dos recursos de resposta a emergências”, afirmaram os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças num comunicado.
A Organização Mundial da Saúde elevou na sexta-feira o risco de um surto nacional da rara cepa do vírus Bundibugyo Ebola na República Democrática do Congo para “muito alto” e declarou o surto naquele país e em Uganda uma emergência de preocupação internacional.
O CDC emitiu pela primeira vez a ordem na segunda-feira, ao abrigo da Secção 42 da Lei de Saúde Pública dos EUA, que permite às autoridades federais de saúde proibir a entrada de imigrantes no país para evitar a propagação de doenças infecciosas.
Os titulares de green card têm sido historicamente isentos das restrições de entrada nos EUA. A ordem do Título 42 da era COVID do CDC não se aplica a eles, nem as várias proibições de viagens do presidente Donald Trump. (Reportagem de Ahmed Alblain; edição de William Mallard)








