A medida deverá custar R$ 2,4 bilhões em dois meses e ainda será regulamentada por decreto

Um frentista abastece um carro em um posto de gasolina de Campo Grande (Imagem: Arquivo)

O governo federal deveria fixar o desconto em R$ 0,44 por litro para tentar moderar o impacto do aumento dos preços da gasolina em decorrência da guerra no Irã. O preço do subsídio foi confirmado nesta sexta-feira (22) no jornal Folha de São Paulo pelo ministro Bruno Moretti, do MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento).

O governo federal estabeleceu desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina para conter o impacto da guerra no Irã nos preços dos combustíveis. A medida, confirmou o ministro Bruno Moretti, do Ministério do Planejamento, custará R$ 1,2 bilhão por mês e deverá durar dois meses, totalizando R$ 2,4 bilhões. O decreto regulamentador será enviado ao presidente Lula na segunda-feira (25).

A União pagará uma parcela do preço do combustível para reduzir o valor repassado aos consumidores. A medida deverá custar aos cofres públicos R$ 1,2 bilhão por mês. Como a previsão inicial é de dois meses, o impacto total estimado é de R$ 2,4 bilhões.

O custo ainda não está incluído nas estimativas orçamentárias, pois o decreto que regulamentará o subsídio ainda está em elaboração. O texto deve ser levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima segunda-feira (25).

O governo já anunciou auxílio para a gasolina na semana passada, mas o valor não foi determinado. O limite poderá chegar a R$ 0,89 por litro, equivalente ao total do imposto federal pago pelos produtores ou importadores de combustíveis. O governo, porém, decidiu ficar perto da metade desse teto.

A escolha também leva em consideração preocupações financeiras. Segundo Moretti, o aumento da gasolina foi menor que o efeito registrado no diesel, que já recebeu medida semelhante anunciada em março.

As subvenções serão reavaliadas após os dois meses iniciais. O governo ainda discute a manutenção do subsídio ao diesel.

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