Em outubro de 1868, numa fazenda no sudeste de Cuba, um evento conhecido como “Grito de Yara” desencadeou a luta da ilha pela independência.
Mas só chegaria em 20 de maio de 1902.
Primeiro veio a “Grande Guerra” que durou cerca de 10 anos e depois a “Pequena Guerra”, que durou mais de um ano. Depois a Guerra da Independência de Cuba, depois a Guerra Hispano-Americana.
Cuba finalmente tornou-se independente, mas o governo socialista não comemora a data e nem os seus apoiantes na ilha.
Por que Cuba não comemora o Dia da Independência?
A independência cubana em 1902 estava ligada à Emenda Platt, promovida por um senador de Connecticut. Deu aos Estados Unidos o direito de intervir nos assuntos cubanos “para preservar a independência cubana” (entre outras coisas) e permitiu que Washington arrendasse ou comprasse terras para estabelecer uma base naval na ilha.
Embora o ex-presidente dos EUA, Franklin D., a emenda tenha sido revogada durante o mandato de Roosevelt, deixou um gosto amargo na boca de muitos cubanos.
“Só há uma coisa a agradecer por esse dia: semear entre os cubanos daquela época um espírito anti-imperialista que cada geração sucessiva sentiu profundamente com novas e contínuas ameaças à independência e soberania da pátria”, escreveu o presidente cubano Miguel Díaz-Canel na rede social X.
O dia 20 de maio representa “interferência, intervenção, usurpação, frustração”, acrescentou.






