Segunda-feira, 27 de abril de 2026 – 11h17 WIB
Jacarta – Irã novamente envergonhou os Estados Unidos (COMO). Depois que o caça F-15E Strike Eagle foi abatido com sucesso em 3 de abril de 2026, agora, o F-5 bombardeou com sucesso a Base Americana de Buehring em Kuwait.
A presença do F-5 na guerra moderna parece ser a antítese do domínio dos caças furtivos de quinta geração.
Conforme citado VIVA de NBCsegunda-feira, 27 de abril de 2026, durante anos, a Força Aérea Iraniana (IRIAF) foi considerada desatualizada e dependia fortemente de plataformas legadas, como o F-4 Phantom, o F-5 Tiger II e o Sukhoi SU-24 Fencer, que eram apoiadas por meio de improvisação doméstica e modernização seletiva.
Contudo, a utilidade em tempo de guerra não é simplesmente medida pela modernidade da frota, uma vez que mesmo surtidas limitadas podem alcançar efeitos estratégicos se utilizadas selectivamente contra alvos politicamente sensíveis, operacionalmente críticos ou simbolicamente poderosos.
Os ataques dos F-5 provaram essa lógica ao transformar um velho caça numa arma de informação estratégica capaz de minar as reivindicações dos EUA de domínio aéreo completo na região do Golfo. A Força Aérea Iraniana começou a colocar em campo uma frota de F-5 nas décadas de 1960 e 1970 sob o comando do Xá do Irã.
Naquela época, Teerã recebeu cerca de 166 unidades da variante F-5A/B Freedom Fighter e depois uma versão mais avançada, o F-5E/F Tiger II, que a Indonésia também possuía através do TNI-AU.
Embora se previsse que seria prejudicada pelo embargo de peças sobressalentes pós-1979, a indústria aeroespacial do Irão provou a sua capacidade de sobreviver.
Até o momento, estima-se que ainda existam cerca de 30 a 50 unidades F-5 restantes em operação pela IRIAF, tornando-a uma das operadoras de F-5 mais persistentes do mundo, além de Taiwan e da Suíça.
Este momento de sucesso na penetração do F-5 nas defesas aéreas dos EUA mostra que na guerra assimétrica, as tácticas e a integração dos sistemas de armas locais são muitas vezes mais decisivas do que apenas a sofisticação tecnológica no papel.
O uso de um perfil de voo baixo (vôo de baixo nível) combinado com o domínio do terreno local é considerado a chave para o sucesso. Este velho “Tigre” serve para evitar o radar inimigo.
Próxima página
Para a indústria de defesa global, o caso iraniano é um lembrete de que, com um forte apoio à investigação nacional, as antigas plataformas de equipamento de defesa (o principal sistema de armas) ainda podem representar uma séria ameaça para forças militares muito mais modernas no século XXI.