Torta de Mandioca Sem Glúten da MS Champion Lunch Lady

A resposta surpreendeu a merendeira Carme, que nunca imaginou a final ou a fama que se seguiu.

Após premiação, merendeira de MS ensina torta de mandioca sem glúten (foto: arquivo pessoal)

Depois que sua torta de mandioca sem glúten ganhou reconhecimento nacional, Carme dividiu com Albertina Feronatto Zorzanello. Lado B A receita lhe rendeu quase 900 votos e o título de melhor merendeira de Mato Grosso do Sul. No Iguetemi demorou dias para acertar as proporções dos ingredientes e aperfeiçoar a torta. Hoje mostramos como fazer em casa e parar de sentir vontade.

Carme Albertina Feronatto Georganello, merendeira de Iguetemi, no Mato Grosso do Sul, conquistou quase 900 votos em concurso nacional com sua torta de mandioca sem glúten, ficando em terceiro lugar entre os inscritos da rede estadual. Além do prêmio de R$ 5 mil, sua escola receberá R$ 8 mil para melhorias na cozinha. A cerimônia aconteceu durante a Entrega do Prêmio PNAE 2026, em Brasília, no dia 23 de junho.

massa

  • 500g de mandioca crua e picada
  • 3 ovos
  • 50 gramas de manteiga
  • 120ml de leite
  • Sal 10 gramas
  • 100 gramas de queijo mussarela ralado
  • 15 gramas de fermento químico em pó

Enchimento

  • 300 gramas de peito de frango
  • Loira no gosto
  • Alecrim a gosto
  • Óleo 50 ml
  • 50 gramas de alho
  • Cebola 100 gramas
  • 100 gramas de milho verde
  • Chenora 100 gramas
  • Tomates 100 gramas
  • 100 gramas de feijão verde ou talos de repolho como alternativa
  • Aroma esverdeado a gosto
  • Sabor ora-pro-nóbis

Acabamento

  • 200 gramas de queijo mussarela ralado
  • Como sabor de orégano

A ideia de Karam era fazer algo que valorizasse a agricultura familiar. Para preparar a torta, comece pela massa. Bata no liquidificador a mandioca crua e picada, os ovos, a manteiga, o leite e o sal até formar uma mistura bem homogênea. Em seguida, adicione 100 gramas de queijo mussarela ralado e misture novamente. O fermento em pó deve ser adicionado por último, mexendo cuidadosamente, apenas para incorporar.

Enquanto a massa descansa alguns minutos, prepare o recheio. Cozinhe o peito de frango com louro e alecrim a gosto. Depois de cozido, corte o frango em pedaços pequenos. Aqueça o óleo em uma panela e frite o alho e a cebola. Em seguida, adicione milho verde, cenoura, tomate e feijão verde ou talos de repolho, se quiser substituí-los. Adicione o frango ao guisado e misture bem.

Com o fogo já desligado, acrescente a erva-doce verde e a ora-pro-nóbis, deixando o fogo da panela secar um pouco as folhas. Para montar, unte um prato com manteiga e coloque um pouco de farinha no fundo. Em seguida, espalhe o recheio por cima e cubra com o restante da massa.

Finalize com os 200g restantes de queijo mussarela ralado e orégano a gosto. Asse em forno pré-aquecido a 250 graus Celsius por cerca de 30 minutos ou até que a massa esteja cozida e a superfície dourada.

A receita da Carme leva você ao ora-pro-nóbis (foto: arquivo pessoal)

A resposta surpreendeu a merendeira. Quando uma receita feita no Mato Grosso do Sul chegou à competição nacional, ele nunca imaginou chegar à final. Entre os cadastrados nas redes estaduais, Karame ficou em terceiro lugar. Ao todo, 136 finalistas participaram da votação popular realizada entre os dias 15 e 30 de maio.

O credenciamento escolar também retornará. Além do prêmio de R$ 5 mil para a merenda escolar, a Escola Estadual 8 de Maio receberá R$ 8 mil para equipamentos ou melhorias na cozinha escolar. A cerimônia de premiação está marcada para 23 de junho, em Brasília, durante a Premiação PNAE 2026

Mas a história de Carm com a alimentação começou muito antes da competição. Ela trabalha na alimentação escolar em Iguetemi desde 2000, mas aprendeu a cozinhar ainda pequena, crescendo no interior com seis irmãos. A cozinha, primeiro, surgiu como uma necessidade da vida no campo. Depois, vira habilidade, carinho e profissão.

A diretora era sua mãe, já falecida. Foi com ele que Karme aprendeu seus primeiros preparos e como cuidar da alimentação. Essa memória aparece na forma como ele fala do almoço, mais como uma responsabilidade diária do que como uma simples execução do cardápio.

Karme trabalha no setor desde 2000, mas sua relação com receitas remonta a quando ela era pequena (Imagem: arquivo pessoal)

Após se casar, em 1993, Carme mudou-se definitivamente para Iguatemi. Anos depois, ela encontrou uma maneira de manter viva essa ligação com a comida na cozinha da escola e ao mesmo tempo servir a comunidade. Incentivado pelos colegas, decidiu inscrever a receita no concurso.

O diretor da escola, Wilson George Dalabrida, resumiu o relacionamento como um legado emocional. “A dona Karme tem uma relação afetiva com a culinária, pois recebeu este presente da sua falecida mãe, numa memória e história de amor”, disse.

A Torta de Mandioca, no fim das contas, virou receita vencedora. É um retrato de uma cozinha escolar que também pode conter identidade, memória e estratégia. E, no caso de Karam, uma prova muito sólida de que um bom lanche não vem apenas do cardápio. Vem de mão treinada, olhar atento e respeito pelo que vem no prato do aluno.

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