Quarta-feira, 1º de abril de 2026 – 00h30 WIB
VIVA -Um diplomata Sênior das Nações UnidasOBP), Mohamad Safa, renunciou ao cargo após acusar a agência de preparar um cenário que poderia envolver potencialmente o uso de armas nuclear De Irã. Ele anunciou sua renúncia por meio de um upload na plataforma X, acompanhado de uma carta explicando sua decisão.
Sabe-se que Safa já atuou como principal representante da Visão Patriótica (PVA) na ONU. A própria PVA é uma organização internacional com estatuto consultivo especial no Conselho Económico e Social da ONU. De acordo com o programa ambiental da ONU ‘Campeões da Terra’, Safa é o diretor executivo da organização Visão Patriótica desde 2013. Em 2016, o PVA nomeou-o como seu representante permanente na ONU.
Na postagem no X e na carta que a acompanha, Safa disse que a decisão foi tomada após longa consideração. Ele acredita que há vários altos funcionários na ONU que servem os interesses de poderosos grupos de pressão.
“Não creio que muitas pessoas entendam o quão grave é esta situação, quando a ONU está se preparando para o possível uso de armas nucleares no Irã. Isto é Teerã. Para aqueles de vocês que não entendem, nunca viram isso em primeira mão, nunca estiveram envolvidos, mas estão tão ansiosos para apoiar o bombardeio desta cidade, este país não é um deserto com uma população pequena. Há famílias, crianças, animais de estimação e pessoas comuns que têm sonhos. Vocês estão doentes se querem a guerra”, escreveu ele, citado na página da NDTV, quarta-feira. 1º de abril de 2026.
Safa acrescentou que Teerã é uma cidade com quase 10 milhões de habitantes. Ele convida os leitores a imaginarem se cidades como Washington, Berlim, Paris ou Londres fossem atacadas com armas nucleares.
“Estava disposto a desistir da minha carreira diplomática para divulgar esta informação. Não cheguei a fazer parte ou a testemunhar estes crimes contra a humanidade, num esforço para evitar um inverno nuclear antes que fosse tarde demais”, escreveu ele.
Safa também mencionou as ações do dia anterior nos Estados Unidos, quando quase 10 milhões de pessoas saíram às ruas com o slogan “No Kings”. Ele considerou esta acção uma prova de que a sociedade pode unir-se para expressar a rejeição, inclusive na questão nuclear, e enfatizou que a ameaça do uso de armas nucleares deve ser levada a sério porque os riscos são muito grandes.
Próxima página
“Aja agora. Espalhe esta mensagem por todo o mundo. Saia às ruas. Faça um protesto pelo bem da humanidade e do nosso futuro. Só o povo pode detê-lo. A história se lembrará de nós”, concluiu.