Quem pode recebê-lo e como solicitá-lo

Glargina requer menos aplicações e é direcionada a crianças, adolescentes e idosos com diabetes

A insulina análoga terá um suprimento prolongado. (Foto: Arquivo/Conselho Federal de Farmácia)

Mato Grosso do Sul receberá no final de julho uma remessa de insulina glargina, medicamento de ação prolongada que será oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a crianças, adolescentes e adultos com diabetes. O Ministério da Saúde iniciou nesta terça-feira (14) a distribuição nacional do medicamento, que substituirá gradativamente a insulina NPH em pacientes que atendam aos critérios definidos pela secretaria.

Mato Grosso do Sul receberá no final de julho uma remessa de insulina glargina, medicamento que será administrado pelo SUS a crianças, adolescentes e adultos com diabetes. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição nacional do medicamento, que substituirá gradativamente a insulina NPH. Na primeira fase terão acesso pacientes de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais.

Nesta primeira fase, terão acesso à glargina crianças e adolescentes de 2 anos com diabetes tipo 1, menores de 18 anos e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. O governo federal pretende ampliar o público após concluir a migração dos grupos prioritários.

Até ontem (13), o Ministério da Saúde já enviou mais de 254 mil cartuchos de insulina para 16 estados e distribuiu 52,3 mil canetas reutilizáveis ​​para administração do medicamento. A previsão oficial é que todas as unidades da federação recebam insumos até o final deste mês.

A nova insulina dura cerca de 24 horas e a maioria dos casos requer apenas uma aplicação por dia. A NPH, de ação intermediária, pode necessitar de duas ou três doses diárias, dependendo do esquema de tratamento de cada paciente.

Segundo o Ministério da Saúde, a glargina estabiliza os níveis de glicose no sangue e reduz o risco de episódios de hipoglicemia. Menos aplicações também podem facilitar a continuidade do tratamento.

Como receber – Os pacientes que atenderem aos critérios deverão procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima de casa com prescrição médica válida e carimbada. Os pais, responsáveis ​​ou cuidadores também podem solicitar avaliação para substituição da NPH pela glargina.

Uma equipe de saúde avaliará o quadro clínico e a possibilidade de mudança de tratamento. Pacientes e familiares também receberão orientações sobre administração e armazenamento de insulina.

Além do medicamento, o SUS disponibilizará uma caneta reutilizável, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para aplicação. A reposição ocorrerá de forma gradual e dependerá de avaliação clínica e prescrição médica.

O abastecimento nacional ocorre por meio de uma PDP (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo), estratégia que permite a produção de medicamentos no Brasil. O Ministério da Saúde disse que o modelo busca ampliar a oferta e garantir estoques para atendimento aos pacientes do SUS.

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