Alex Benitez Gumarra foi um dos presos na Operação Fornax da Polícia Federal, alvo de duas operações anteriores.

Veículo da PF em um dos endereços onde foi cumprido o mandado em Ponta Porã (Direto das Ruas).

Preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (12) na Operação Fornax e apontado como o principal líder do projeto internacional de tráfico de drogas do Paraguai para o Brasil, Alex Benitez Gamarra é dono de uma padaria na Avenida Brasil, região central de Ponta Porã, cidade a 313 quilômetros de Campo Grande e separada da Rua Juan.

Alex Benitez Gumarra, principal líder de um esquema internacional de tráfico de drogas do Paraguai para o Brasil, foi preso na Operação Fornax da Polícia Federal. Ele usou uma padaria e uma academia em Punta Pora para lavar o dinheiro. No total, foram expedidos 10 dos 13 mandados de prisão preventiva e três alvos continuam foragidos.

Em 2023, foi iniciada uma investigação após a apreensão de quase duas toneladas de maconha no armazém de uma empresa em Ponta Porã, revelando que a padaria, assim como outras empresas, era usada para lavagem de dinheiro proveniente da venda de maconha e cocaína.

Alvo da Operação Maximus, da Polícia Civil de Mato Grosso em junho de 2024 e na segunda fase do último bate-papo, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em novembro de 2025, Alex Benítez Gumarra foi identificado pela Polícia Federal como um dos líderes da organização criminosa.

Dentro da quadrilha, ele era chamado de “Frango” e “Fufuxo” e tinha contato direto com outro alvo da operação, o tio de Alex, Eliseo Benitez Céspedes, que também foi preso na operação de terça-feira.

Celulares apreendidos pela Polícia Federal também encontraram notas com referências ao “Grupo Gambarra de Imperatrizes”. Além da padaria, os apostadores de Alex Benitez usavam academias de Punta Pora e de outras cidades para esconder dinheiro das drogas.

“O uso de diferentes apelidos em diferentes contextos e em conversas mostrará uma precaução deliberada por parte da pessoa sob investigação para dificultar a identificação das autoridades, consistente com sua possível posição de liderança em uma organização prática e com o padrão de comportamento observado com outros membros da liderança do grupo”, diz uma citação do caso emitida pelo tribunal federal wariz2 e a decisão de prisão. Ordens e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros.

Segundo os documentos, uma análise do conteúdo de celulares apreendidos em ações contra a organização nos últimos três anos revelou conversas em que Gammer enviava instruções a outros integrantes do grupo, inclusive Elisio Céspedes.

“O conteúdo mostrará a ascendência inequívoca do investigador sobre seu tio, enviando instruções sobre atividades ilegais e determinando o pagamento dos membros operacionais do grupo”, diz o despacho.

Registros diários, recibos de pagamentos, fotografias e investigações de campo apontam Alex Gamarra como centro da operação. Sua padaria teve relação direta com a primeira apreensão de maconha, o que desencadeou uma investigação e a empresa logo encerrou suas atividades, embora ainda apareça no sistema de consulta como CNPJ ativo.

A vigilância policial confirmou a presença de um membro da organização nas dependências da instituição em circunstâncias suspeitas.

“As viagens a outros estados de Alex Benitez Gamarra, Edison Luiz Figueiredo Carvalho e Alan Ademir Persepe (ambos presos esta semana), indicarão possível comunicação com estruturas criminosas externas”, diz parte da decisão do tribunal. Segundo a investigação, interceptações telefônicas mostraram os jogadores negociando drogas e mantendo contato com compradores enquanto estavam encarcerados.

operação

Dos 13 mandados de prisão preventiva expedidos na Operação Fornax (Forno, em latim), 10 são para Alex Benitez Gamarra, Maria Aparecida Gomes Moraes, Edson Benitez, Alan Ademir Persepe, Jorge Luis Gonzalez Silva, Jederson Miranda Perez, Dalsa Maria Paiva, Dalsa Maria Barroso, Lival de Franco, Contra Lival, o Lorosan. Luiz Figueredo Carvalho e Elisio Benítez Céspedes.

Os três presos provisórios considerados foragidos são Ridner Ferreira Rodríguez, Hyulison Foresto e Wonderson Britts Diniz. Os dois primeiros trabalhavam para Alex Gummerra e Wonderson, identificado como fornecedor de cocaína.

Dos 9 mandados de prisão provisória, 6 foram cumpridos contra Selma Nunes Rós, Alexandro Pereira da Silva, Gabriel Ríos Mendonça, Rafael de Araujo Silva, David Nogueira Franca e Luciano de Oliveira Teodoro. Três alvos não foram localizados: Mateus Lima da Cunha, Cristian Cuevas Duarte e Rafael Ruano Moreno.

Mateus da Cunha faz parte do núcleo operacional; Cristian Cuevas Duarte identificado como fornecedor de cannabis de Capitan Bado (Paraguai); E Rafael Ruano Moreno, de São Paulo (SP), é apontado como um dos destinatários dos medicamentos.

Segundo a Polícia Federal, os líderes dessa quadrilha são Alex Benitez Gamarra, Jederson Miranda Perez e Alan Ademir Persepe. Alex foi preso em Ponta Porã, Alan Balnerio Camboriú (SC) e Jederson Maracaju. A organização tem indícios de ligações com a quadrilha criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os mandados foram executados em Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Maracaju e Campo Grande; Em Lucas do Rio Verde (MT) e Cuiabá (MT), Uberaba (MG), Balneário Camboriú (SC), São Paulo (SP), Guarujá (SP) e Fernandopolis (SP).

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