O governo suspendeu os subsídios à gasolina devido ao aumento dos preços do petróleo

Benefício de R$ 0,44 por litro pode ser reduzido ou eliminado na próxima semana dependendo da situação

Bomba de combustível em Campo Grande (Foto: Arquivo)

O governo federal adiou a decisão de acabar com o subsídio de R$ 0,44 por litro à gasolina em decorrência da nova alta nos preços do petróleo. As medidas deveriam ser anunciadas esta semana, mas as crescentes tensões no Médio Oriente e o aumento dos preços do petróleo forçaram o Ministério das Finanças a esperar.

O governo federal adiou a decisão de acabar com o subsídio à gasolina de R$ 0,44 por litro depois que o petróleo voltou a US$ 80 por barril devido às tensões no Oriente Médio. O ministro Dario Durrigan disse que procederia com cautela e reavaliaria o assunto na próxima semana. A retirada pode ser parcial ou total dependendo da situação internacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durrigan, disse nesta quinta-feira (9) que queria anunciar a retirada dos subsídios, mas decidiu proceder com cautela depois que o petróleo voltou a US$ 80 por barril.

“Ontem, o preço do barril de petróleo subiu novamente para US$ 80, por isso temos que ter cuidado ao remover os subsídios”, disse Durrigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

O ministro disse que o assunto será analisado novamente na próxima semana. A retirada pode ser parcial ou total dependendo do comportamento dos preços e da situação internacional.

O governo utiliza esses subsídios para reduzir o impacto do aumento dos preços do petróleo no mercado brasileiro. O objectivo é evitar que os aumentos internacionais dos preços da energia coloquem pressão adicional sobre a inflação e o impacto dos bens e serviços.

Isso não significa, porém, que a eventual retirada do benefício aumentará automaticamente o preço de R$ 0,44 por litro pago pelo cliente. Os preços na bomba são afetados pelas políticas de preços das refinarias, impostos, misturas de biocombustíveis e margens na cadeia de distribuição e revenda.

Segundo Durrigan, a deterioração da situação internacional não altera os planos do governo de ampliar a participação nos biocombustíveis. A Lei 14.993, conhecida como Lei de Combustíveis Futuros, permite que o percentual de etanol anidro misturado à gasolina seja aumentado para 35% com base em evidências de viabilidade técnica.

Durrigan também disse que o governo não descarta ofertas com percentuais mais elevados no futuro. Para ele, em vez de enfraquecer a instabilidade do mercado internacional, fortalece a estratégia brasileira de ampliar o uso de fontes renováveis ​​e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

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