As tensões entre EUA e Irã e a nova ordem do Fed impulsionam a economia nesta sexta-feira (22).

As tensões entre EUA e Irã e o novo comando do Fed empurraram o dólar para R$ 5,02. (Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)

O dólar subiu 0,55% nesta sexta-feira (22), a R$ 5,02, enquanto o Ibovespa caiu 0,81%, a 176.210 pontos, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, à posse de Kevin Wersch como chefe do Federal Reserve e à cautela dos investidores sobre as contas públicas da economia americana e os rumos do Brasil.

O dólar fechou em alta de 0,55% nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,02, enquanto o Ibovespa caiu 0,81%, aos 176.210 pontos. Os mercados foram pressionados pelas tensões entre os Estados Unidos e o Irão, os preços do petróleo Brent subiram para 103,12 dólares e a tomada de posse de Kevin Wersch na Fed. No Brasil, os investidores acompanham os relatórios bimestrais de receitas e despesas do governo federal e os dados do setor da CNI.

A guerra no Médio Oriente continua a ser o foco dos mercados financeiros. Os preços do petróleo voltaram a subir sem um acordo para pôr fim ao conflito. Os barris de Brent subiram 0,53%, encerrando a tarde em US$ 103,12. Antes da alta militar, em fevereiro, a commodity era negociada perto de US$ 70.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que houve “algum progresso” nas negociações com o Irão, mas reconheceu que ainda não foi alcançado nenhum consenso. Segundo ele, o governo americano continua buscando uma solução diplomática.

Outro fator que movimentou os mercados foi a posse oficial de Kevin Warsh como novo presidente do Fed do Banco Central dos EUA. Ele substituiu Jerome Powell num momento de pressões inflacionárias, aumento dos preços dos combustíveis e declínio da confiança do consumidor americano.

No seu discurso de abertura, Warsh disse que queria adotar uma agenda de reformas liderada pela instituição. Os mercados estão acompanhando os próximos passos do novo presidente, à medida que as decisões sobre taxas de juros nos EUA afetam as bolsas de valores, as taxas de câmbio e os investimentos em vários países, incluindo o Brasil.

Os analistas especulam que o aumento dos preços do petróleo tornará mais difícil reduzir as taxas de juro americanas. As taxas de juro mais elevadas nos EUA fortalecem o dólar e reduzem os fluxos de investimento para os mercados emergentes.

No Brasil, os investidores monitoram a divulgação dos relatórios bimestrais de receitas e despesas do governo federal, que são usados ​​para avaliar o cumprimento das metas fiscais. Os dados da atividade industrial de março divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) também estiveram no radar.

O dólar caiu 0,77% na semana. No mês, a moeda americana subiu 1,54%. Em 2026, a queda chegou a 8,39%.

O Ibovespa cai 0,61% na semana e 5,93% no mês. Apesar das recentes quedas, o principal índice da bolsa brasileira acumula alta de 9,36% no ano.

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