MS exportou 926 mil toneladas de soja em junho com aumento de 7,56%
Plantações de soja no interior de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Mato Grosso do Sul exportou 926,6 mil toneladas de soja em junho de 2026, um aumento de 7,56% em relação ao mesmo mês do ano passado, com vendas impulsionadas principalmente pela demanda da China, que respondeu por 78,8% dos embarques estaduais. Segundo o Boletim Aprosoza elaborado com dados da Secretaria de Comércio Exterior, as operações renderam US$ 403,5 milhões.

Mato Grosso do Sul exportou 926,6 mil toneladas de soja em junho de 2026, 7,56% a mais que igual mês do ano anterior, gerando US$ 403,5 milhões. A China foi responsável por 78,8% dos embarques. O milho diminuiu 99,3%, com apenas 124 toneladas exportadas, ante 19 mil em 2025. A Aprosoja/MS atribuiu a queda dos cereais à retenção de estoques das safras recentes, o que pressionou a capacidade de armazenamento e reduziu a competitividade.

Na comparação com maio deste ano, o volume enviado ao exterior aumentou 3%. Além da China, Irã e Vietnã aparecem entre os principais destinos da soja mato-grossense.

Apesar do aumento anual, a Aprosoja avalia que o comércio exterior de grãos manteve comportamento próximo ao observado em 2025. O analista econômico da entidade, Lineu Borges Filho, disse que o resultado não representou mudança significativa no dinamismo das vendas.

“As exportações de soja mantiveram números estáveis ​​em junho, seguindo a tendência observada no mesmo período do ano passado. Isso comprova que as vendas seguem o mesmo ritmo de 2025”, disse.

O desempenho da soja contrastou com o do milho. Mato Grosso do Sul exportou apenas 124 toneladas de cereais em junho deste ano, ante cerca de 19 mil toneladas no mesmo período de 2025. A diferença representa uma queda de cerca de 99,3% em um ano.

O Irã recebeu todo o milho exportado pelo Mato Grosso do Sul no mês. O material publicado pela Aprosoja não indica o valor gerado pelas vendas seriadas.

A entidade atribui parte da queda aos estoques que sobraram da safra mais recente sem vendê-los. Segundo a análise, o volume acumulado reduz o espaço disponível, afeta os preços e reduz a competitividade dos produtos no mercado externo.

“A retenção de volumes não vendidos da última safra de soja e milho pressiona a capacidade de armazenamento. Esse cenário afeta os preços, reduz a competitividade na comercialização e impacta diretamente no desempenho das exportações”, disse Borges Filho.

Os números mostram trajetórias diferentes para as duas principais safras do estado em junho. A soja aumentou os embarques em ambas as comparações anuais, com alta de 7,56% e de 3% em relação a maio. Por outro lado, a venda externa de milho em um ano reduziu de cerca de 19 mil para 124 toneladas.

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