Quinta-feira, 2 de abril de 2026 – 00h05 WIB
Jacarta – Desenvolvimento de inteligência artificial (IA) voltou a suscitar sérias preocupações no mercado de trabalho mundial. A empresa de IA Anthropic lançou um novo estudo que traça até que ponto esta tecnologia é capaz de assumir o controle trabalhar pessoas, especialmente no setor de escritório ou de colarinho branco.
Em um relatório intitulado Impactos da IA no mercado de trabalho: uma nova medida e evidências iniciaisos investigadores Maxim Massenkoff e Peter McCrory revelam que o uso atual da IA no mundo do trabalho ainda está muito abaixo do seu verdadeiro potencial.
Afirmaram que a atual adoção da IA cobre apenas uma pequena parte do que a tecnologia pode fazer tecnicamente.
Este fenómeno faz lembrar as grandes mudanças tecnológicas do passado, onde a descoberta da electricidade eliminou uma série de empregos simples, como os postes de iluminação pública e os operadores de elevadores. Mais tarde, os computadores substituíram muitos trabalhos administrativos, como entrada de dados e operadoras de telefonia.
Agora, considera-se que a IA tem potencial para criar uma onda mais ampla de disrupção. Teoricamente, a IA é capaz de lidar com a maioria das tarefas em vários setores, desde negócios e finanças, gestão, ciência da computação, matemática, direito, até administração de escritórios.
Contudo, na prática, o nível de utilização ainda é limitado. Os investigadores avaliam que isto é influenciado por uma série de obstáculos, tais como regulamentações legais, limitações tecnológicas, necessidade de equipamento adicional e necessidade de intervenção humana para verificar os resultados do trabalho de IA.
No entanto, estima-se que este obstáculo seja temporário. À medida que a tecnologia se desenvolve e a adoção aumenta, prevê-se que a lacuna entre as capacidades e as utilizações da IA diminua ainda mais.
Este estudo também introduz uma nova métrica chamada exposição observada, uma medida que compara as capacidades teóricas da IA com o uso real em ambientes de trabalho profissionais. “Os resultados mostram que a IA atingiu atualmente apenas uma pequena parte do seu potencial”, afirmou o estudo, citado em Fortunaquinta-feira, 2 de abril de 2026.
Curiosamente, o grupo de trabalhadores com maior risco de ser afectado não é o dos operários, mas sim os profissionais com formação superior e rendimentos elevados. Esse grupo tende a ter maior probabilidade de ser do sexo feminino, ganhar mais e ter ensino superior.
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Profissões como advogados, analistas financeiros e desenvolvedores de software estão entre as mais expostas à IA. Além disso, empregos como programadores, atendimento ao cliente e entrada de dados também estão na categoria de alto risco.