Buscam parentes de 243 sepultados em Campo Grande Cruzeiro

As mortes ocorreram entre 2019 e 2020; A isenção temporária é de cinco anos e prevê transferência para o afretamento

Movimentação no Cemitério do Cruzeiro no Dia de Finados (Foto/Arquivo)

A Prefeitura de Campo Grande lançou chamamento público para identificar familiares de 243 pessoas enterradas no cemitério de São Sebastião, conhecido como Cruzeiro. A lista publicada em Diogrande nesta segunda-feira (6) reúne nomes de pessoas que morreram em 2019 e 2020 e foram sepultadas em sepulturas sociais para adultos, cuja isenção temporária é de cinco anos.

A Prefeitura de Campo Grande divulgou chamamento público para identificar familiares de 243 pessoas enterradas no cemitério de São Sebastião. Os familiares têm 30 dias para visitar o cemitério e manifestar a sua opinião sobre a exumação de restos mortais sepultados em terrenos sociais de adultos, com isenção temporária de cinco anos. Sem resposta, os restos mortais serão encaminhados para a fornalha coletiva.

A Cesep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) assinou o edital por meio da Gecem (Gestão de Cemitérios Públicos). Os familiares consanguíneos do falecido têm 30 dias a partir da publicação para comparecer à administração do cemitério e comentar o corpo.

O procedimento ocorre porque esses espaços não são permanentes. Segundo Call, os terrenos sociais para adultos são isenções temporárias, justamente porque servem para sepultamentos sociais, geralmente para famílias em situação de risco ou sem condições de arcar com os terrenos privados. Após um período de cinco anos, a administração municipal poderá reconstruir o local, desde que convide primeiro os familiares.

Se ninguém contactar a administração dentro do prazo, a autarquia afirma que irá exumar e enviar os restos mortais para uma morgue colectiva sem necessidade de nova notificação.

Os restos mortais serão identificados, embalados e selados durante a exumação, afirmou a notificação. A Prefeitura afirma que o procedimento será conduzido respeitando a dignidade do falecido e a memória da família.

Link da fonte