A taxa de natalidade da China caiu no ano passado para o nível mais baixo alguma vez registado, mostraram hoje dados oficiais, à medida que a sua população diminuía pelo quarto ano consecutivo, apesar dos esforços das autoridades para conter o declínio.

Houve apenas 7,92 milhões de nascimentos registados no ano passado, disseram hoje as autoridades chinesas, uma taxa de 5,63 nascimentos por mil pessoas.

É a taxa de natalidade mais baixa desde que os registos do Gabinete Nacional de Estatísticas (DNE) começaram em 1949 – o ano em que o líder comunista Mao Zedong declarou a fundação da República Popular da China.

Pequim tem lutado para aumentar as taxas de casamento e de fertilidade, oferecendo subsídios para cuidados infantis e taxando os preservativos, numa altura em que enfrenta uma população que envelhece rapidamente.

A taxa de natalidade da China diminuiu consistentemente ao longo da última década, apesar do fim da restritiva “política do filho único”, até um ligeiro aumento em 2024, quando foram registados 6,77 nascimentos por mil.

O mínimo anterior ocorreu em 2023, quando a China registou 9,02 milhões de nascimentos – uma taxa de 6,39 por 1.000 pessoas.

As taxas de casamento também estão em níveis historicamente baixos, com muitos casais jovens adiando ter filhos devido aos elevados custos de criação dos filhos e às preocupações profissionais.

Entretanto, a China registou 11,31 milhões de mortes em 2025, uma taxa de mortalidade de 8,04 por mil – levando a um declínio populacional de 2,41 por mil, mostraram os dados do DNE.

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