O Ministério da Saúde de Gaza informou na quarta-feira que 1.005 palestinos foram mortos em operações militares israelenses na Faixa de Gaza desde que um acordo de cessar-fogo foi alcançado entre Israel e o grupo militante Hamas em outubro passado.
O enclave sitiado tem sido alvo de ataques quase diários, com bombardeamentos e tiros ao longo da fronteira que divide o território.
As últimas mortes seguem-se a uma série de ataques de drones israelitas nos últimos dias em cidades e campos de refugiados no centro de Gaza e na Cidade de Gaza.
Um ataque israelense em Khan Younis, no sul de Gaza, matou na quarta-feira dois palestinos e feriu outros seis, segundo autoridades de saúde do Hospital Al-Nasser.
Os militares israelenses confirmaram o ataque, dizendo que o alvo era um “terrorista”, mas não deram mais detalhes.
No entanto, familiares no hospital alegaram que o ataque atingiu um grupo no acampamento de Mawasi, perto da praia, onde vivem centenas de milhares de palestinos deslocados.
Israel insiste que continua as operações contra o Hamas e os seus militantes aliados em Gaza e expandiu a quantidade de território que controla na Faixa.
Numa declaração clara na quarta-feira, os militares israelitas anunciaram que mataram dois militantes do Hamas e da Jihad Islâmica Palestiniana em ataques de fim de semana.
O número total de mortos em Gaza na guerra Israel-Hamas, que começou em outubro de 2023, ultrapassou 73.000, informou o Ministério da Saúde de Gaza no domingo.
O ministério, composto por profissionais médicos, mantém registos detalhados que são geralmente considerados fiáveis pela comunidade internacional, mas não faz distinção entre civis e combatentes.








