A televisão estatal iraniana informou na quarta-feira que um navio porta-contêineres estrangeiro encalhou no Estreito de Ormuz, alegando que o navio não seguiu uma rota aprovada. O relatório não forneceu mais detalhes imediatos sobre o incidente, embora o tenha identificado como um navio porta-contêineres estrangeiro.
A reportagem da televisão estatal iraniana parecia ter como objetivo destacar a reivindicação de Teerã de controlar o estreito, que o mundo há muito considera uma via navegável internacional. Em tempos de paz, um quinto de todo o petróleo e gás passa normalmente por aqui.
O incidente ocorre no momento em que o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, estão em discussões com mediadores em Doha, no Catar, onde os negociadores iranianos também devem comparecer.
Como parte do acordo provisório, o Irão e os Estados Unidos concordaram em permitir a passagem de navios sem portagens durante 60 dias, mas Teerão insistiu que deve controlar as rotas dos navios e subsequentemente impor portagens, subvertendo décadas de prática na hidrovia. Os Estados Unidos e muitos estados árabes do Golfo disseram discordar das acusações. Uma tentativa de Omã e agências da ONU de abrir uma nova rota marítima ao largo da costa de Omã desencadeou ataques em toda a região no fim de semana que destacaram as tensões na região.
A televisão estatal iraniana disse que o navio “não pôde continuar a viagem devido às águas rasas ao longo da rota escolhida e ficou encalhado com sua carga”. Diz-se que os transportadores são obrigados a cumprir as instruções da Guarda Revolucionária paramilitar do Irão dentro do estreito.
A Marinha da Guarda “alertou repetidamente capitães, armadores e funcionários de companhias de navegação em todo o mundo que qualquer entrada ou saída através de rotas diferentes da ‘Linha de Poder’ do Golfo Pérsico poderia levar a um incidente irreversível”, afirmou. O relatório não mencionou dois navios iranianos que foram atacados nos últimos dias por cruzarem o estreito sem a permissão de Teerão, incluindo um que transportava petróleo bruto do Qatar.








