O Irã anunciou rotas alternativas na quinta-feira para os navios que viajam pelo Estreito de Ormuz, citando o risco de minas marítimas na zona principal da vital hidrovia.
Teerã concordou em reabrir temporariamente o estreito, por onde normalmente passa um quinto do petróleo mundial, como parte de uma trégua de duas semanas.
“Todos os navios que pretendem transitar pelo Estreito de Ormuz são notificados de que, para cumprir os princípios de segurança marítima e para serem protegidos de possíveis colisões com minas marítimas… devem seguir rotas alternativas para o tráfego no Estreito de Ormuz”, afirmou a Guarda Revolucionária do Irão num comunicado citado pela imprensa local.
A declaração compartilhou instruções para uma rota alternativa de entrada e saída através do estreito.
Os Estados Unidos e o Irão concordaram com um cessar-fogo de duas semanas durante a noite, de terça para quarta-feira, menos de uma hora antes do prazo final do presidente dos EUA, Donald Trump, para destruir a república islâmica se esta não cedesse às suas exigências de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
Teerão bloqueou efectivamente a principal rota marítima desde o início de Março, provocando uma subida vertiginosa dos preços globais da energia.