O governo da Índia propôs ontem penas de prisão mais longas e multas mais pesadas para aqueles que divulgam provas, numa tentativa de restaurar a confiança depois dos protestos liderados por jovens contra as reformas educativas terem abalado o país.
De acordo com as alterações propostas à lei perante o parlamento, as penas máximas de prisão para os envolvidos em fugas de documentos seriam duplicadas para 10 anos, as multas poderiam exceder 1 milhão de dólares e os processos judiciais seriam acelerados.
Isso ocorre depois de semanas de protestos contra o vazamento de provas e outras irregularidades, que culminaram na renúncia do Ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, na semana passada.
Os protestos, liderados pelo movimento Cyber Cockroach Party (CJP), atraíram forte apoio de jovens estudantes de todo o país e representam um grande desafio ao governo do primeiro-ministro Narendra Modi.
Ontem, o Supremo Tribunal ordenou a libertação de todos os manifestantes detidos com menos de 18 anos e sem antecedentes criminais.
O Ministro Sênior Jitendra Singh disse ao Lok Sabha que as alterações propostas reafirmaram “o forte compromisso deste governo em salvaguardar o bem-estar dos estudantes e jovens neste país”. Singh disse que as mudanças visam tornar a legislação “mais rigorosa e garantir justiça rápida”.







