Genie Godula tem o prazer de dar as boas-vindas a Bryce Warner, virologista canadense e cientista pesquisador da Organização de Vacinas e Doenças Infecciosas. À medida que surgiam relatos de suspeitas de transmissão entre humanos do vírus dos Andes, as memórias públicas dos primeiros dias da COVID-19 nunca estavam longe: navios de cruzeiro, protocolos de quarentena, evacuações internacionais, manchetes alarmistas. Mas Bryce Warner acredita que a realidade científica é bem diferente. Warner, da Universidade de Saskatchewan, junta-se a nós para fornecer uma avaliação comedida, mas inequívoca, do surto, situando os casos atuais dentro de décadas de evidências virológicas, ao mesmo tempo que resiste às comparações pandémicas. Como explica Warner, “os vírus dos Andes são os únicos hantavírus que documentámos anteriormente a transmissão entre humanos”, mas ele imediatamente modera o alarme com uma distinção científica fundamental: “A eficiência da transmissão ainda é bastante baixa”.

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