Copa do Mundo de 2026: Irã e Egito jogarão partida do Pride em Seattle

Na fan zone, encontramos torcedores egípcios torcendo pelo México alguns dias antes de jogarem contra o Irã. Para eles, o orgulho gay é irrelevante.

“Agora são duas equipes tentando passar para a próxima fase”, disse Macarius Demian à CNN, acrescentando que apoia os direitos dos homossexuais. “Jogar com orgulho ou não jogar com orgulho, não importa.”

Não muito longe da tela grande, um restaurante pop-up egípcio está se preparando para o jogo e para os fãs que desejam um gostinho de casa. “Koshari” é um alimento básico egípcio; uma mistura de lentilhas, grão de bico, macarrão, cebola frita e molho de tomate com alho.

Os proprietários Ayman Almasri e Amani Abouammo fecharam seu restaurante Koshari durante a Copa do Mundo e abriram um restaurante pop-up que serve comida de rua vegana egípcia na fan zone.

Dizem que ter o Egipto e o Irão a competir no Orgulho é embaraçoso e está enraizado em mal-entendidos culturais.

“Essa é a cultura. As pessoas estão acostumadas”, disse Abuamo. “Em casa, as pessoas não estão acostumadas com isso. É apenas esse tipo de caos onde nenhum lado entende o outro.”

Na quadra, há muita coisa em jogo. Depois que a seleção egípcia derrotou a seleção neozelandesa, entrou neste jogo com forte impulso e teve todas as chances de vencer o campeonato do Grupo G.

Entretanto, o Irão chegou com um estado de espírito muito diferente – o seu torneio foi marcado por políticas, restrições de viagem e reclamações sobre os tempos de preparação, apesar de terem sido autorizados a chegar à cidade anfitriã mais cedo do que nos jogos anteriores.

Há mais neste jogo do que apenas o que acontece em campo, enquanto Egito e Irã tentam se aproximar da fase eliminatória.

Também nos dá uma ideia do que acontece quando a Copa do Mundo chega a uma cidade que celebra um conjunto de valores, mas duas seleções participantes carregam valores completamente diferentes.

Link da fonte